Sequestrador de Sydney é refugiado iraniano, segundo fonte da polícia

Por iG São Paulo |

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Haron Monis, refugiado iraniano, permanece cercado dentro de um café há 15 horas; ele já foi condenado por abuso sexual

Um refugiado iraniano condenado por abuso sexual e conhecido por ter enviado cartas de ódio a familiares de soldados australianos mortos no exterior é o homem armado mantém um número desconhecido de reféns em um café de Sydney, disse uma fonte da polícia nesta segunda-feira (15).

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Reprodução/Facebook
Militante iraquiano está há mais de 15 horas com reféns em café da capital australiana

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Haron Monis, um refugiado iraniano, permanece cercado dentro de um café 15 horas após o início de sequestro.

"Não há razão operacional para que o nome seja retido por nós agora", disse a fonte policial, que pediu para não ser identificada.

Nesta segunda, cinco já conseguiram escapar do café. Imagens transmitidas pelas emissoras de televisão mostraram, uma hora depois de três homens deixarem o local, outras duas mulheres saindo correndo da cafeteria. No entanto, não se sabe se os cinco reféns escaparam ou se foram libertados pelo sequestrador.

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Também não existem dados concretos sobre o número de pessoas que permanecem no interior do café, mas a polícia australiana estima que seja inferior a 30.

"Eu posso confirmar que temos um criminoso armado nas instalações, que detém um número indeterminado de reféns na cidade, na região de Martin Place", disse o comissário da polícia de Nova Gales do Sul, Andrew Scipione. Ele também informou que nenhum contato foi estabelecido com o sequestrador.

Refém corre em direção a um policial do lado de fora do Lindt café no Martin Place, centro de Sydney (15/12). Foto: ReutersReféns são vistos dentro de um café na região central da capital da Austrália (15/12). Foto: APRefém corre em direção a policiais depois de escapar de um café no Martin Place em Sydney, Austrália (15/12). Foto: APRefém corre em direção a policiais após escapar de café em Sydney, Austrália (15/12). Foto: APRefém é vista da janela de um café onde suposto grupo terrorista mantém reféns na capital da Austrália (15/12). Foto: ReutersPoliciais do lado de fora de um café onde homem mantém reféns no Martin Place, centro de Sydney (15/12). Foto: APPoliciais cercam café em região movimentada da capital da Austrália onde homem mantém reféns (15/12). Foto: APPrimeiro-ministro australiano Tony Abbott em coletiva na Casa do Parlamento, em Canberra, Austrália, depois de atirador fazer reféns em Sydney (15/12). Foto: AP

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Martin Place, no centro do distrito financeiro, foi evacuada, com dezenas de agentes cercando o Lindt Chocolate Cafe, onde uma bandeira preta com inscrições em árabe foi exibida da janela pelos supostos reféns, segundo imagens das televisões. A mensagem diz: "Não existe outro Deus senão Alá, e Maomé é o seu profeta".

O comissário da polícia afirmou, porém, que as autoridades ainda não confirmaram se o incidente está relacionado ao terrorismo.

"Estamos lidando com uma situação de reféns, com um criminoso armado", disse. "Nós queremos resolver o caso pacificamente e faremos tudo o que for preciso para garantir isso".

*Com Reuters e Agência Brasil

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