Brasileira refém de suposto terrorista na Austrália tem três filhos

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Márcia Mikhael mora no país há cerca de 20 anos e seus filhos estão em outra área da Austrália. Irmão dela está perto do café

A brasileira Márcia Mikhael esteve entre os reféns de um suposto militante do Estado Islâmico em um café na cidade australiana de Sydney, segundo informação de parentes. Ela é natural de Goiânia e mora na Austrália há cerca de 20 anos.

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Reprodução/Facebook
Marcia Mikhael está entre os reféns de militante de grupo sunita na Austrália

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Essa informação chegou aos parentes por meio de duas mensagens postadas no perfil da brasileira no Facebook e foi confirmada por outros parentes que moram em Sydney. A informação não foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores.

Segundo Adibe George Khuri, prima de Márcia, a brasileira tem três filhos, que estão na região do Café Lindt Chocolat, em Martin Place. Outra prima de Márcia Vanessa Fonseca afirmou que um irmão da brasileira também esteve na região do café e acompanhou toda a operação.

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A Secretaria de Assuntos Internacionais de Goiás informou que entrou em contato com o consulado brasileiro na Austrália.

"O consulado não tem ainda nenhuma informação sobre quem está lá dentro", disse o responsável de Assuntos Consulares e Diplomáticos do governo de Goiás, Adauto Drahuna Neto. Ele adiantou que se trata uma estratégia da polícia australiana não divulgar a identidade dos sequestrados.

Iraniano

O autor do crime é um refugiado iraniano condenado por abuso sexual e conhecido por ter enviado cartas de ódio a familiares de soldados australianos mortos no exterior, disse uma fonte da polícia nesta segunda-feira (15). 

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Refém corre em direção a um policial do lado de fora do Lindt café no Martin Place, centro de Sydney (15/12). Foto: ReutersReféns são vistos dentro de um café na região central da capital da Austrália (15/12). Foto: APRefém corre em direção a policiais depois de escapar de um café no Martin Place em Sydney, Austrália (15/12). Foto: APRefém corre em direção a policiais após escapar de café em Sydney, Austrália (15/12). Foto: APRefém é vista da janela de um café onde suposto grupo terrorista mantém reféns na capital da Austrália (15/12). Foto: ReutersPoliciais do lado de fora de um café onde homem mantém reféns no Martin Place, centro de Sydney (15/12). Foto: APPoliciais cercam café em região movimentada da capital da Austrália onde homem mantém reféns (15/12). Foto: APPrimeiro-ministro australiano Tony Abbott em coletiva na Casa do Parlamento, em Canberra, Austrália, depois de atirador fazer reféns em Sydney (15/12). Foto: AP

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Haron Monis, um refugiado iraniano, permaneceu cercado dentro de um café por cerca de 16 horas após o início de sequestro.

"Não há razão operacional para que o nome seja retido por nós agora", disse a fonte policial, que pediu para não ser identificada.

A região de Martin Place, no centro do distrito financeiro, foi esvaziada e recebeu dezenas de agentes. Foi hasteada no Lindt Chocolate Cafe uma bandeira preta com inscrições em árabe. A mensagem diz: "Não existe outro Deus senão Alá, e Maomé é seu profeta".

A Austrália está em alerta máximo devido a eventuais ataques de cidadãos que regressam ao país após combaterem no Oriente Médio e as autoridades têm realizado diversas operações policiais de grande aparato nas principais cidades.

*Com Reuters e Agência Brasil

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