Brasileira passa bem após ficar 16 horas sob poder de iraniano em café de Sydney

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Márcia Mikhael, que estava entre os reféns de Haron Monis na Austrália, não está machucada, afirmaram parentes à TV Globo

A brasileira Márcia Mikhael, que estava entre os reféns de um refugiado iraniano em um café de Sydney, Austrália, por cerca de 16 horas não está machucada, disse familiares da brasileira natural de Goiás à TV Globo.

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Reprodução/Facebook
Márcia Mikhael estava entre os reféns de militante de grupo sunita na Austrália

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Em sua página no Facebook, Christine Mikhael, sobrinha de Márcia, agradeceu a todos pelo apoio e afirmou que sua tia "está longe do perigo".

"Minha tia Marcia Mikhael está segura e longe do perigo. Nossos pensamentos estão com os reféns feridos", disse trecho do post.

Durante entrevista ao Globonews, o irmão de Márcia confirmou a informação de que ela estava entre as dezenas de reféns do iraniano no coração de Sydney. A informação chegou aos parentes por meio de duas mensagens postadas no perfil da brasileira no Facebook e foi confirmada por outros parentes que também vivem no país. A informação não foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores.

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"Queridos amigos e família, eu estou no Lindt Cafe no Martin Place sendo feita refém por um membro do Estado Islâmico (EI). O homem que nos mantém refém faz pequenas e simples exigências e nenhuma foi cumprida. Ele agora ameaça começar a nos matar. Nós precisamos de ajuda agora. O homem quer que o mundo saiba que a Austrália está sob ataque do EI", havia escrevido a brasileira horas antes por sua conta na rede social.

Segundo Adibe George Khuri, prima de Márcia, a brasileira tem três filhos que estão na região do Café Lindt Chocolat, em Martin Place. Outra prima de Márcia, Vanessa Fonseca, afirmou que um irmão da brasileira também esteve na região do café e acompanhou toda a operação.

Iraniano

O autor do crime é Haron Monis, refugiado iraniano condenado por abuso sexual e conhecido por ter enviado cartas de ódio a familiares de soldados australianos mortos no exterior, disse uma fonte da polícia nesta segunda-feira (15). 

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"Não há razão operacional para que o nome seja retido por nós agora", disse a fonte policial, que pediu para não ser identificada.

Refém corre em direção a um policial do lado de fora do Lindt café no Martin Place, centro de Sydney (15/12). Foto: ReutersReféns são vistos dentro de um café na região central da capital da Austrália (15/12). Foto: APRefém corre em direção a policiais depois de escapar de um café no Martin Place em Sydney, Austrália (15/12). Foto: APRefém corre em direção a policiais após escapar de café em Sydney, Austrália (15/12). Foto: APRefém é vista da janela de um café onde suposto grupo terrorista mantém reféns na capital da Austrália (15/12). Foto: ReutersPoliciais do lado de fora de um café onde homem mantém reféns no Martin Place, centro de Sydney (15/12). Foto: APPoliciais cercam café em região movimentada da capital da Austrália onde homem mantém reféns (15/12). Foto: APPrimeiro-ministro australiano Tony Abbott em coletiva na Casa do Parlamento, em Canberra, Austrália, depois de atirador fazer reféns em Sydney (15/12). Foto: AP

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A região de Martin Place, no centro do distrito financeiro, foi esvaziada e recebeu dezenas de agentes. Foi hasteada no Lindt Chocolate Cafe uma bandeira preta com inscrições em árabe. A mensagem dizia: "Não existe outro Deus senão Alá, e Maomé é seu profeta".

A Austrália está em alerta máximo devido a eventuais ataques de cidadãos que regressam ao país após combaterem no Oriente Médio e as autoridades têm realizado diversas operações policiais de grande aparato nas principais cidades.

Operação policial

Uma enorme quantidade de tiros da polícia em um café no coração de Sydney nesta segunda deu fim ao cerco. 

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Porta-voz da polícia australiana confirmou que "a operação está acabada", mas não deu mais nenhum detalhe sobre o homem armado ou algum de seus reféns.

Após uma onda de estrondos, a polícia invadiu o Lindt Chocolat Cafe logo depois de entre cinco ou seis reféns deixarem o prédio. Antes de a polícia entrar no local, uma mulher chorando recebeu auxílio dos policiais e pelo menos outras duas foram levadas em macas.

"Este é o ato de um indivíduo isolado. Não é um evento de terrorismo. É um indivíduo  com passagem pela polícia que fez algo inacreditável", disse seu ex-advogado, Manny Conditsis, à Australian Broadcasting Corp.

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"Sua ideologia é tão forte e tão poderosa que ofusca sua visão para o senso comum e objetividade", disse Conditsis.

*Com Reuters, AP e Agência Brasil

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