Estado norte-americano oferecia recompensa de R$ 5 milhões por informações que levassem à prisão de Ahmed al Tilemsi, comandante veterano do grupo radical Al-Mourabitoun

Reuters

Forças francesas que atuam no norte do Mali, na África Ocidental, mataram um comandante veterano do grupo islâmico Al-Mourabitoun que era procurado pelos Estados Unidos, disse o porta-voz do Ministério da Defesa do país, nesta quinta-feira (11).

Soldados de tropas francesas em ação no território do Mali, país localizado na África Ocidental
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Soldados de tropas francesas em ação no território do Mali, país localizado na África Ocidental

Os EUA ofereciam uma recompensa de R$ 5 milhões por informações que levassem à prisão de Ahmed al Tilemsi, que participou do sequestro de dois cidadãos franceses no Níger, em 2011, e de três agentes de saúde na Argélia, no final daquele ano.

Al Tilemsi era membro fundador do Movimento por Unidade e Jihad no Oeste da África, que se juntou a combatentes leais ao líder islâmico veterano Mokhtar Belmokhtar para formar o Al-Mourabitoun, em 2013.

“Na noite passada, lançamos uma operação na região de Gao em coordenação com as forças do Mali”, informou o coronel Gilles Jarron a repórteres em Paris. Tilesmi foi morto na operação e uma dezena de outros islâmicos, "neutralizada", disse ele. Não ficou claro se a palavra foi usada para dizer respeito a mortos ou presos.

Um comunicado do governo malinês lido na rádio estatal afirmou que o Exército do país participou da operação, na qual pelo menos seis militantes islâmicos foram mortos e outros três, capturados.

Veja quais são os grupos terroristas com mais força na atualidade:

O movimento, os homens de Belmokhtar e os membros da Al-Qaeda no Magreb Islâmico, o braço da Al Qaeda no norte da África, formaram uma aliança informal de combatentes que tomou as regiões desérticas do norte do Mali em 2012.

Os militantes foram expulsos por uma ofensiva francesa em janeiro de 2013, e a França manteve cerca de 3.200 soldados na região de Sahara-Sahel como parte de uma força contra a insurgência.

Entre 200 e 400 efetivos adicionais das forças especiais têm a missão de caçar os líderes dos grupos islâmicos que mataram dezenas de soldados de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) em ataques nos últimos meses.

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