Os ex-diretores George Tenet, Porter Goss e Michael Hayden, entre outros, escreveram um artigo para o Wall Street Journal

Reuters

George Tenet, que foi diretor da CIA, minimizou relatório sobre tortura
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George Tenet, que foi diretor da CIA, minimizou relatório sobre tortura

Um grupo de ex-funcionário de alta patente da CIA contestou o relatório de um comitê do Senado dos Estados Unidos, segundo o qual as técnicas de interrogatório da agência não obtiveram informações valiosas de inteligência, e afirmou que esse trabalho salvou milhares de vidas.

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O ex-diretores da CIA George Tenet, Porter Goss e Michael Hayden, assim como outros três ex-vice-diretores, escreveram em um artigo, publicado nesta quarta-feira (10) no Wall Street Journal, que o relatório do Comitê de Inteligência do Senado estava errado em afirmar que a agência foi enganosa sobre seus trabalhos em seguida aos ataques de 11 de setembro de 2001, nos EUA.

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"O comitê nos deu... um estudo unilateral marcado por erros sobre fatos e interpretações --essencialmente um ataque parcial e pobremente elaborado contra uma agência que fez o máximo para proteger a América depois dos ataques de 11 de Setembro", disseram.

O relatório concluiu que a CIA falhou em desmantelar qualquer conspiração subsequentes aos ataques, apesar de ter torturado prisioneiros durante o governo de George W. Bush.

Mas os diretores da CIA disseram que os EUA nunca teriam localizado e matado o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, em 2011 não fossem as informações obtidas no programa de interrogatórios.

Seus métodos também levaram à captura de membros de alto escalão da Al Qaeda, à obtenção de informações valiosas sobre a organização e ao salvamento de centenas de vidas ao desmantelar planos da Al Queda, incluindo um ataque similar aos de 11 de Setembro.

Os ex-diretores da CIA defenderam o programa de interrogatórios, dizendo que os agentes se encontravam em um "cenário bomba-relógio" sem precedentes, que exigia ações rápidas.

Eles disseram que o relatório do comitê do senado estava "simplesmente errado" em afirmar que a CIA ludibriou a Casa Branca, o Departamento de Justiça, o Congresso e o público sobre seis métodos de trabalho. A CIA buscou e recebeu confirmação da Casa Branca e do Departamento de Justiça a respeito de seus programas e também manteve o Congresso informado, disseram.

"De nenhuma maneira alegamos ter feito tudo perfeitamente, especialmente nas circunstâncias emergenciais e muitas vezes caóticas confrontadas na sequência imediata do 11 de setembro", escreveram os ex-diretores.

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