Polícia da Califórnia dispara gás lacrimogêneo contra manifestantes

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Cerca de 750 manifestantes lotaram viadutos de rodovias em duas localidades de Berkeley, perto de San Francisco, nos EUA

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Manifestantes no norte da Califórnia jogaram objetos contra a polícia, que respondeu disparando gás lacrimogêneo pela segunda noite seguida, à medida que as manifestações continuavam devido à morte de um homem negro por sufocamento após levar uma gravata de um policial em Nova York.

Ontem: Americanos voltam às ruas em protesto contra assassinatos de negros

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Manifestantes recuam enquanto policiais disparam gás lacrimogêneo para dispersar multidão em Berkeley, Califórnia (7/12)

Sábado: Estados Unidos registram o terceiro dia de protestos e aumenta a tensão

Cerca de 750 manifestantes lotaram viadutos de rodovias em duas localidades de Berkeley, perto de San Francisco, levando a polícia a tomar ação para liberar as vias, prendendo várias pessoas.

A divisão de Golden Gate da polícia rodoviária da Califórnia disse em seu Twitter que havia disparado gás lacrimogêneo após alguns manifestantes terem jogado objetos descritos como “explosivos”, e que havia feito prisões. A polícia não deu mais detalhes.

Alguns manifestantes disseram no Twitter que a polícia havia disparado balas de borracha, mas a informação não pôde ser imediatamente confirmada.

Cidades da costa oeste dos Estados Unidos se prepararam para enfrentar distúrbios populares após confrontos em Berkeley e em Seattle no sábado.

Manifestantes em Nova York e em outras cidades também realizaram protestos todo os dias desde uma decisão de um júri na última quarta-feira de não apresentar acusações criminais contra o policial branco que deu a gravata que contribuiu para a morte do homem negro, em julho.

Os distúrbios da costa oeste do país contrastaram com manifestações mais pacíficas que aconteceram em outros lugares. Nova York esteve calma durante o fim de semana.

As mortes de Eric Garner, em Nova York, e de Michael Brown, um jovem negro desarmado em Ferguson, no Estado do Missouri, trouxeram à tona as tensas relações entre a polícia e os afro-americanos e renovaram o debate nacional sobre as relações raciais nos EUA.

A decisão de um júri de não indiciar o policial responsável pela morte de Brown também ocasionou distúrbios nos subúrbios de St. Louis.

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