Filipinas contabilizam prejuízo após a passagem do tufão Hagupit

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Fenômeno matou até 21; preparação e menor força evitaram tragédia semelhante à do ano passado, quando 7 mil morreram

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A tempestade tropical Hagupit, que já deixou ao menos 21 mortos, está se movendo em direção à capital filipina, Manila, mas foi rebaixada da categoria de tufão após cruzar o país e está causando prejuízos menores do que o previsto.

Hoje: Tufão Hagupit deixa 21 mortos em ilha das Filipinas

EPA
Escolas foram transformadas em abrigos nas Filipinas e milhares de pessoas foram retiradas áreas vulneráveis


Ontem: Tufão nas Filipinas destrói casas e mata pelo menos 3 pessoas

Autoridades disseram ter tirado lições da passagem do supertufão Haiyan no ano passado, e organizaram a maior retirada pacífica de pessoas na história do país. Cerca de um milhão de pessoas haviam sido retiradas de áreas vulneráveis e milhares estão voltando para suas casas.

Além disso, correspondentes dizem que a força do Hagupit não é comparável à do poderoso Haiyan - conhecido como Yolanda nas Filipinas -, que atingiu a região central do país em novembro de 2013, deixando mais de 7 mil mortos ou desaparecidos.

Em Manila, moradores estão se preparando para chuva e vento fortes. As rajadas poderão chegar a 100 km/h nas próximas 24 horas, segundo alerta do governo. Cerca de 11,8 milhões de pessoas vivem na região da capital.

O prefeito de Manila, Joseph Estrada, disse que a cidade está "preparada e treinada". Ele afirmou que a maior preocupação é com a possibilidade de enchentes.

Milhares de pessoas que vivem no litoral e à beira dos rios foram retiradas na segunda-feira, segundo relatos. Os mercados financeiros nas Filipinas fecharam nesta segunda-feira. Escolas e cinco aeroportos também não funcionaram. Cerca de 185 voos foram cancelados e funcionários públicos foram liberados.

Estragos pontuais

Na cidade de Tacloban, a mais atingida pelo Haiyan no ano passado, a tempestade causou estragos pontuais. Casas ficaram destelhadas e ruas foram inundadas com a passagem do Hagupit.

"Não há corpos espalhadas pelas ruas, nem grandes pilhas de lixo", disse a moradora Rhea Estuna à agência de notícias Associated Press por telefone deste Tacloban. "Graças a Deus este tufão não foi tão violento."

Reprodução/BBC
O Hagupit - conhecido como Ruby nas Filipinas - causou destruição em diversas cidades no leste do país

O prefeito de Tacloban, Alfred Romualdez, disse à BBC que a prioridade é avaliar a destruição causada pelo tufão em abrigos temporários. Segundo ele, o tempo está bom mas a maré alta está dificultando a drenagem da água.

A funcionária da ONU Orla Fagan disse à Reuters que muitas pessoas estão retornando às suas casas. "A manhã está ensolarada em Tacloban, as pessoas começaram a voltar", disse.

Nesta manhã, os ventos da tempestade chegavam a 105 km/h, com rajadas de até 135 km/h. No seu pico, rajadas chegaram a 250 km/h.

O governador da província de Albay, Joey Salceda, disse à BBC que não foram registradas vítimas e a passagem dos ventos deixou apenas pequenos danos.

Segundo ele, a tempestade foi identificada como uma ameaça no fim de novembro, o que deu a autoridades tempo para mapear áreas de risco, retirar moradores dois dias antes da chegada do fenômeno e preparar distribuição de alimentos.

O Hagupit - conhecido como Ruby nas Filipinas - causou destruição em diversas cidades no leste do país. O prefeito de Dolores, onde a tempestade atingiu o país pela primeira vez no sábado, disse que 80% das casas foram destruídas. Um morador teria morrido após ser atingido por uma árvore.

Duas outras pessoas - uma bebê de um ano e um homem de 65 anos - morreram de hipotermia na província central de Iloilo, informou uma agência de desastres nacional.

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