Rússia diz que Otan desestabiliza Bálticos e anuncia mais manobras militares

Por Reuters | - Atualizada às

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Organização reagiu culpando Moscou pela instabilidade na região e acusou russos de ajudar na violação de cessar-fogo

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A Rússia acusou, nesta segunda-feira (1º), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de desestabilizar o norte da Europa e os Bálticos realizando exercícios nestas áreas e anunciou suas próprias manobras militares, aumentando a tensão em relação à crise na Ucrânia.

AP
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A Otan reagiu culpando Moscou pela instabilidade na região e acusou a aliança de violar o cessar-fogo no leste ucraniano ao enviar grandes quantidades de armamento avançado para os separatistas pró-Rússia.

As recriminações aprofundaram o pior impasse entre a Rússia e o Ocidente desde a Guerra Fria, e o saldo de mortos do conflito, que chegou a mais de 4.300, só cresce.

"Eles estão tentando desestabilizar a região mais estável do mundo – o norte da Europa", disse o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Alexei Meshkov, sobre a Otan em entrevista à agência russa de notícias Interfax.

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"Os exercícios militares sem fim, a transferência de aeronaves capazes de levar armas nucleares para os Estados bálticos. Esta realidade é extremamente negativa."

Moscou vê com desconfiança as manobras da Otan, especialmente em países da ex-União Soviética, e Meshkov afirmou que a Rússia irá adotar "todas as medidas" para proteger sua segurança.

Em um gesto que deve ser visto no exterior como mais uma demonstração de força, a Rússia anunciou que fará mais exercícios militares em 2015 do que neste ano, inclusive um no distrito militar central, que abarca Moscou, e outro envolvendo Belarus.

Veja fotos das ações da Rússia na Ucrânia:

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

As manobras da Rússia e da Otan contribuíram para a deterioração das relações desde a deposição do presidente ucraniano Viktor Yanukovich, apoiado por Moscou, em fevereiro. Os russos, em seguida, anexaram a Crimeia, uma península da Ucrânia, e apoiaram os separatistas no leste ucraniano.

Instado a comentar, o embaixador dos Estados Unidos na Otan, Douglas Lute, declarou em Bruxelas que as medidas tomadas pela aliança são defensivas e têm o objetivo de demonstrar o comprometimento de seus membros com a mútua autodefesa.

O ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Linas Linkevicius, disse à Reuters que a Rússia é culpada pela instabilidade por “realizar agressões contra seu próprio vizinho” na Ucrânia, e os ministros da Defesa da Letônia e da Estônia expressaram preocupação com a “atividade crescente (da Rússia) na região do Mar Báltico”.

Moscou alega que a Otan ameaça a segurança da Rússia convidando ex-nações soviéticas a se juntar à entidade, mas a aliança afirma que os russos intensificaram suas atividades aéreas em toda a Europa.

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