De volta a Roma, Papa Francisco critica associação entre o islã e o terrorismo

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Após 3 dias na Turquia, o pontífice conversou com jornalistas sobre a ligação errônea e pediu que líderes rejeitem terror

Agência Brasil

O papa Francisco apelou nesta segunda-feira (1º) a todos os líderes muçulmanos para que condenem claramente o terrorismo islâmico, considerando que "não se pode dizer que todos os muçulmanos são terroristas".

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Reuters
Papa Francisco gesticula enquanto fala com os jornalistas no voo de volta de Istambul para Roma (30/11)


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Depois de três dias na Turquia, na viagem de volta ao Vaticano, ele conversou com jornalistas sobre a ligação que é feita entre o Islã e o terrorismo.

"Muitos [muçulmanos] me dizem: não somos assim, o Alcorão é um livro de paz, é um livro profético de paz, isso não é o Islamismo", lembrou.

"Ouço isso e sinceramente não posso dizer que todos os muçulmanos são terroristas […]. Em todas as religiões há esses pequenos grupos", destacou, acrescentando que "todos os líderes muçulmanos, políticos e religiosos deviam claramente condenar isso porque ajudaria a maioria do povo muçulmano".

Nas declarações aos jornalistas durante a viagem, o chefe da Igreja Católica reiterou o desejo de viajar ao Iraque.

"Quero ir ao Iraque. Falei com o patriarca Sako, enviei lá o cardeal Filoni, mas, no momento atual, não é possível. Se, neste momento, eu fosse lá, criaria um problema de segurança bastante sério às autoridades", explicou.

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