México encontra 11 corpos decapitados em local onde estudantes desapareceram

Por Reuters |

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Caso ocorreu em Chilapa, aldeia que fica no caminho da escola rural de Ayotzinapa, onde estudavam os jovens desaparecidos

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Reprodução/Proceso.com.mx
Os corpos abandonados em uma estrada de Chilapa, Guerrero

Onze corpos, a maioria deles decapitados, foram encontrados nesta quinta-feira (27) ao lado de uma estrada no Estado de Guerrero, sul do México, mesma região em que 43 alunos foram sequestrados e supostamente massacrados há dois meses, um caso que provocou protestos generalizados em todo o país.

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Alguns dos corpos estavam sem camisa e foram parcialmente queimados, segundo fotos publicadas pela mídia local.

Promotores de Guerrero disseram que o caso ocorreu em Chilapa, aldeia que fica no caminho da escola rural de Ayotzinapa, onde estudavam os jovens desaparecidos e onde há poucos dias foi encontrado o corpo de um padre de Uganda entre restos humanos achados em meio à busca pelos alunos.

Nesta parte do Estado, um dos mais pobres do México, duas quadrilhas de crime organizado conhecidas como Los Rojos e Los Ardillos, ambas derivadas da separação do cartel outrora poderoso dos Beltrán Leyva, levaram a violência na região a níveis sem precedentes.

O caso dos estudantes abalou o governo de Enrique Peña Nieto, que anunciou nesta quinta-feira mudanças em sua estratégia de segurança, atualmente sob fortes críticas de diversos setores.

HENRY ROMERO/Reuters/Newscom
Parentes seguram cartazes com fotos de estudantes desaparecidos em Zumpango, sul do Estado de Guerrero, no México

Entre as mudanças estão alterações na Constituição para criar uma lei contra o crime organizado e uma iniciativa a ser enviada ao Congresso para redefinir o sistema de jurisdição penal.

Mais de 100 mil pessoas morreram desde o final de 2006, quando o ex-presidente Felipe Calderón lançou uma campanha frontal contra os cartéis de drogas, que se fragmentaram à medida que seus líderes caíam e elevaram a espiral de violência.

Cerca de 30 mil homicídios foram registrados durante o governo de Peña, que tinha prometido controlar a violência herdada de seu antecessor.


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