Polícia retira manifestantes de área movimentada em Hong Kong

Por Reuters |

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Área perto do porto tem sido cenário de confrontos violentos em protestos pró-democracia na cidade controlada pela China

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Polícia e manifestantes entraram em um breve conflito em Hong Kong nesta terça-feira (25) quando as autoridades dispersavam um acampamento pró-democracia no movimentado distrito de Mong Kok, após determinação judicial para liberar as vias do local, e diversas pessoas foram levadas em carros da polícia.

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Essa área pujante perto do porto tem sido o cenário de alguns dos confrontos mais violentos durante os dois meses de protestos pró-democracia na cidade controlada pela China.

Centenas de policiais montaram guarda à medida que autoridades implementavam determinações judiciais para reabrir a rua Argyle para o trânsito veicular. Houve pouca resistência até a tarde, quando policiais, alguns em filas com os braços entrelaçados, enfrentaram manifestantes, muitos dos quais tiveram que ser removidos à força.

Funcionários municipais que usavam capacetes e coletes retiraram bloqueios de madeira das vias públicas depois que os manifestantes, mais cedo, desmontaram suas tendas e empacotaram seus pertences. A liminar foi concedida para uma companhia de ônibus que disse que o bloqueio estava prejudicando seus negócios.

Alguns manifestantes vaiaram a ação e mostraram placas exigindo que Pequim permitisse democracia total nesse centro financeiro global.

“Mesmo se eles liberarem este lugar, nossa vontade de lutar pelo sufrágio universal genuíno não mudou... apenas vai inspirar pessoas a encontrarem outras maneiras de continuar este movimento”, disse o manifestante Ken Chu, de 27 anos, vestindo um capacete amarelo e uma máscara de gás.

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

O líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, que classificou os protestos como ilegais, pediu que ativistas fossem para casa. Centenas de manifestantes permanecem acampados ao longo de uma via próxima, a qual, segundo a mídia local, teria parte liberada ainda nesta semana.

A ação em Mong Kok acontece uma semana após a liberação parcial de um grande campo de manifestantes perto de prédios do governo, em cumprimento a outra liminar - embora tenha sido uma operação pacífica que deixou a maior parte do local intacto.

Mais de 100 mil pessoas foram às ruas no pico das manifestações, mas esse número caiu para algumas centenas em tempos mais recentes.

Em agosto, Pequim ofereceu ao povo de Hong Kong a chance de votar em seu próprio líder em 2017, mas disse que apenas dois ou três candidatos poderiam concorrer depois de obterem aprovação de um comitê de nomeação formado principalmente por apoiadores do regime de Pequim. Os manifestantes exigem que os candidatos sejam livres para disputar as eleições.

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