Jovens denunciaram que as autoridades federais não estão fazendo nada para encontrar com vida os colegas

Agência Brasil

Um grupo de estudantes da Escola de Magistério de Ayotzinapa, no estado mexicano de Guerrero, exigiu, nesse domingo (23), a renúncia do presidente Enrique Peña Nieto, dando-lhe seis dias de prazo, sob pena de intensificarem as ações de mobilização.

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Ativista grita ao ser cercada por policiais enquanto observadores de direitos humanos tentam alcançá-la durante passeata perto de aeroporto da Cidade do México (20/11)
AP
Ativista grita ao ser cercada por policiais enquanto observadores de direitos humanos tentam alcançá-la durante passeata perto de aeroporto da Cidade do México (20/11)


“Restam ao presidente Peña Nieto seis dias para apresentar a renúncia ao cargo porque assim pede o povo mexicano”, disse um dos jovens, em mensagem de rádio, acrescentando que, caso contrário, “as mobilizações vão crescer em todo o país”.

Cerca de uma centena de estudantes tomou ontem o controle de duas emissoras de rádio em Chilpancingo, capital do estado de Guerrero, para enviar mensagens exigindo que apareçam vivos os 43 colegas desaparecidos desde 26 de setembro, após violentos confrontos em Iguala.

Os jovens denunciaram que as autoridades federais não estão fazendo nada para encontrar com vida os jovens colegas que, segundo a procuradoria, foram capturados por policiais dos municípios de Iguala e Cocula e entregues a um grupo do crime organizado.

“Vemos que nem o Exército nem a polícia estão fazendo nada, por isso vamos adotar ações por iniciativa própria, acompanhados pela polícia comunitária e, se for necessário, iremos armados”, disseram em uma das transmissões de rádio.

Os estudantes permaneceram uma hora nas emissoras e depois se retiraram para a sua escola.

Representantes de mais de uma centena de organizações sociais e sindicais concordaram em convocar uma manifestação nacional para 1º de dezembro, dia em que Peña Nieto cumpre dois anos na Presidência do México.


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