Em comunicado, Sociedade Civil de Kivu do Norte declarou que chacina ocorreu perto da Missão da ONU no país africano

Reuters

Supostos rebeldes ugandenses do grupo Forças Aliadas Democráticas-Exército Nacional para a Libertação de Uganda (ADF-NALU, na sigla em inglês) mataram entre 50 e 80 pessoas em ataques perto da cidade de Beni, no leste do Congo, cortando a garganta de muitas de suas vítimas, disseram fontes locais e testemunhas nesta sexta-feira (21).

Foto de arquivo mostra policial patrulhando as violentas ruas do país africano, em 2011
AP
Foto de arquivo mostra policial patrulhando as violentas ruas do país africano, em 2011

Em um comunicado, a Sociedade Civil de Kivu do Norte, a província onde Beni está situada, declarou que os assassinatos aconteceram na noite de quinta-feira (20) cerca de 10 quilômetros a leste do aeroporto de Beni, onde está baseada a Missão das Nações Unidas (ONU) na República Democrática do Congo, conhecida como Monusco.

“Já vimos 70 corpos. As autoridades estão procurando por outros”, disse um padre que visitou o local do massacre.

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Os agressores vestiam uniformes do Exército congolês e fingiram ser soldados antes da matança, e degolaram muitas vítimas, afirmou o padre, que não se identificar.

As autoridades da República Democrática do Congo e grupos da sociedade civil atribuíram uma série de ataques recentes no leste do país ao ADF, uma organização sigilosa formada nos anos 1990 para combater o governo de Uganda, embora alguns analistas questionem esta avaliação.

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