Sobe para cinco número de mortos após ataque a sinagoga de Jerusalém

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Zidan Sif havia sido um dos primeiros policiais a chegar ao local e tinha cinco filhos; primeiro-ministro condenou os ataques

Um policial gravemente ferido no atentado que envolveu dois palestinos em uma sinagoga de Jerusalém morreu ao final da noite de terça (18) em hospital, aumentando para cinco o número de vítimas fatais - os agressores também foram mortos. 

Ontem: Jerusalém tem cenas de caos após ataque em sinagoga

AP
Fotos do Ministério das Relações Exteriores israelense mostram rabino Avraham Shmuel Goldberg, à esq., e o rabino Moshe Twersk, mortos após ataque em Israel (arquivo)

Terror: Ataque a sinagoga mata quatro em Jerusalém; premiê condena violência

Esse agente, identificado como Zidan Sif, 30, foi um dos primeiros policiais a chegar ao local do atentado e foi ferido durante um tiroteio com um dos criminosos, segundo a imprensa local. O funeral do policial, pai de cinco filhos, será nesta quarta-feira (19) em Yahuh-Jat.

O premiê israelense Benjamin Netanyahu condenou o ataque. Em comunicado, Netanyahu acusou o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e o movimento islâmico Hamas de incentivar a agressão.

Orações

Nesta quarta, adoradores judeus retornaram a sinagoga que foi palco do terrível ataque enquanto palestinos se preparavam para mais demolições punitivas em meio a crescentes tensões.

Na sinagoga Kehilat Bnai Torah, no bairro ocidental de Har Nof - atacado na terça-feira por dois primos palestinos armados com facas e um revólver - pessoas procuraram conforto na oração. Entre os mortos estão, além do policial, quatro membros da congregação.

Um dos adoradores, Gavriel Cohen, disseque o ataque mostrou "que o nosso futuro neste mundo depende de Deus."

Também nesta quarta-feira, as forças de segurança israelenses demoliram a casa de Abdel Rahman al-Shaludi, o palestino que matou duas pessoas em outubro, em um ataque a passageiros em uma plataforma de metrô lotada em Jerusalém. Al-Shaludi foi morto pela polícia após o ataque.

A demolição seguiu as promessas de Netanyahu de que Israel iria tomar medidas rigorosas para lidar com a crescente onda de ataques palestinos que nas últimas semanas tomaram 11 vidas - nove em Jerusalém, um em Tel Aviv e um na Cisjordânia.

Sentado no meio dos escombros dentro de casa destruída da família, a avó de al-Shaludi disse que estava orgulhosa.

“Ninguém deveria lamentar por nós, por nossa casa demolida”, disse ela, se recusando a falar seu nome por medo de represálias.

Netanyahu prometeu ressuscitar a controversa política de demolições de casas, que Israel interrompeu em 2005, depois de determinar que não foi eficaz para conter ataques.

Grande parte da recente violência decorre de raiva palestina sobre as visitas de israelenses a um local sagrado contestado em Jerusalém, visitas que os palestinos veem como uma provocação. O local - referida por judeus como o Monte do Templo e pelos muçulmanos como o Nobre Santuário - é o lugar mais sagrado no judaísmo e o terceiro local mais sagrado no Islã.

*Com AP e Agência Brasil

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