Hong Kong libera parte de área de protestos com ajuda dos próprios manifestantes

Por Reuters |

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Até 30 oficiais de justiça chegaram ao bairro de Admiralty para cumprir um mandado que proíbe barricadas pelas ruas da área

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Hong Kong limpou nesta terça-feira (18) parte de um de acampamento de protesto no coração da cidade que era ocupado por manifestantes pró-democracia há quase dois meses, mas deixou intacta a maior parte do principal local de protestos.

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Cerca de 30 oficiais de justiça chegaram às proximidades da Torre Citic, no bairro de Admiralty, perto de onde ficam prédios administrativos da cidade, para cumprir um mandado que proíbe barricadas de rua, concedido a pedido de proprietários de edifícios, disseram testemunhas.

Autoridades foram ao local observar funcionários que usavam alicates para remover as barricadas. A polícia disse que proprietários de edifícios tinham contratado pessoas para a tarefa.

"Vamos nos portar sob o princípio de paz e não violência", disse Joshua Wong, líder do Scholarism, um dos dois grupos formados por estudantes que lideram os protestos.

Alguns manifestantes juntaram travesseiros, cobertores e outros pertences de dentro de suas barracas e se mudaram para outra parte da área de protestos.

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

Outros ajudaram a remover as barricadas, dizendo que preferiam levar eles mesmos os cercados para serem usados em outros lugares, para que não fossem confiscados.

"Nosso plano é não reagir e somente observar", disse um dos manifestantes, Gary Yeung, de 25 anos. "É um protesto pacífico, então não vamos reagir."

A área perto da Citic Tower, sede da companhia CITIC Pacific Ltd., foi cercada por barricadas de metal, impedindo a passagem de pessoas em direção ao centro comercial e financeiro adjacente. Diversas barracas colorem a área, onde ficam alguns dos imóveis mais caros do mundo.

Os manifestante reivindicam a livre nomeação de candidatos na próxima eleição para o Executivo da cidade, em 2017. Pequim tem dito que vai permitir que uma votação seja organizada, mas somente com candidatos pré-aprovados.

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