Até 30 oficiais de justiça chegaram ao bairro de Admiralty para cumprir um mandado que proíbe barricadas pelas ruas da área

Reuters

Hong Kong limpou nesta terça-feira (18) parte de um de acampamento de protesto no coração da cidade que era ocupado por manifestantes pró-democracia há quase dois meses, mas deixou intacta a maior parte do principal local de protestos.

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Empregados retiram barricadas do lado de fora do Citic Tower a fim de acabar com os protestos em área de Hong Kong
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Empregados retiram barricadas do lado de fora do Citic Tower a fim de acabar com os protestos em área de Hong Kong


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Cerca de 30 oficiais de justiça chegaram às proximidades da Torre Citic, no bairro de Admiralty, perto de onde ficam prédios administrativos da cidade, para cumprir um mandado que proíbe barricadas de rua, concedido a pedido de proprietários de edifícios, disseram testemunhas.

Autoridades foram ao local observar funcionários que usavam alicates para remover as barricadas. A polícia disse que proprietários de edifícios tinham contratado pessoas para a tarefa.

"Vamos nos portar sob o princípio de paz e não violência", disse Joshua Wong, líder do Scholarism, um dos dois grupos formados por estudantes que lideram os protestos.

Alguns manifestantes juntaram travesseiros, cobertores e outros pertences de dentro de suas barracas e se mudaram para outra parte da área de protestos.

Outros ajudaram a remover as barricadas, dizendo que preferiam levar eles mesmos os cercados para serem usados em outros lugares, para que não fossem confiscados.

"Nosso plano é não reagir e somente observar", disse um dos manifestantes, Gary Yeung, de 25 anos. "É um protesto pacífico, então não vamos reagir."

A área perto da Citic Tower, sede da companhia CITIC Pacific Ltd., foi cercada por barricadas de metal, impedindo a passagem de pessoas em direção ao centro comercial e financeiro adjacente. Diversas barracas colorem a área, onde ficam alguns dos imóveis mais caros do mundo.

Os manifestante reivindicam a livre nomeação de candidatos na próxima eleição para o Executivo da cidade, em 2017. Pequim tem dito que vai permitir que uma votação seja organizada, mas somente com candidatos pré-aprovados.

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