Levantamento diz que rebeldes mataram 1.432 sírios fora de combate em 6 meses

Por Reuters | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Apesar das amplamente divulgadas mortes de estrangeiros, como de jornalistas por decapitação, maioria das vítimas de assassinato do grupo é de civis que vivem na Síria em guerra

Reuters

Os militantes do Estado Islâmico mataram 1.432 sírios fora dos campos de batalha desde o fim de junho, quando declararam um califado no território que controlam, disse um grupo que monitora a guerra, nesta segunda-feira (17).

AP
Rebeldes usam roupas pretas que representam o grupo que se autodenomina Estado Islâmico

As mortes incluem assassinatos por decapitação e apedrejamento, assim como as vezes em que o grupo cortou a garganta de uma vítima ou atirou contra uma pessoa fora de situações de combate. O Estado Islâmico, que tomou partes do norte e do leste da Síria e também do norte e do oeste do Iraque, frequentemente mostra os corpos em público.

O grupo fundamentalista, uma ramificação da Al Qaeda, disse no domingo (16), em um vídeo divulgado online, que decapitou um norte-americano que trabalhava na ajuda humanitária. O ato foi descrito pelo presidente dos EUA, Barack Obama, como "pura maldade".

Leia mais:
Adolescente de 17 anos é crucificado pelo Estado Islâmico na Síria

Embora o grupo tenha assassinado vários estrangeiros, entre eles jornalistas e funcionários de grupos de ajuda humanitária, o esmagador número de vítimas do grupo vem da população local, disse Rami Abdulrahman, que dirige o Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

A maioria das vítimas – 882 – era de civis, entre elas duas crianças e cinco mulheres, disse ele ao descrever os assassinatos desde 29 de junho, quando o líder do Estado Islâmico declarou que o grupo havia fundado um califado.

Veja fotos de James Foley, o primeiro dos estrageiros decapitados pelo EI:

James Foley sorri durante apuração na Síria; veja fotos do jornalista, decapitado por rebeldes do EI - morte foi divulgada em video na terça-feira (19). Foto: APJames Foley durante incansável trabalho na Síria, onde foi sequestrado em 2012. Foto: APOs pais do jornalista James Foley se emocionam com morte do filho um dia após divulgação do vídeo, nesta quarta-feira (20). Foto: APFoley no vídeo que registra suas últimas imagens ainda com vida, no qual é ameaçado por insurgente do Estado Islâmico, na Síria. Foto: Youtube/ReproduçãoFoley em seu último momento, segundos antes de ser decapitado por insurgente do Estado Islâmico. Foto: Reprodução/Youtube

As crianças foram mortas a tiros em episódios separados na província de Aleppo. Uma foi acusada de tirar fotos de um quartel-general do Estado Islâmico e a outra, assassinada depois de ter sido acusada de insultar o profeta Maomé.

O grupo também matou 483 membros das forças pró-governo sírio que capturou neste período e 63 integrantes de grupos de combate rebeldes e curdos na Síria. Também assassinou quatro integrantes seus, segundo Abdulrahman.

Leia também:
Radicais islâmicos dizem ter decapitado jornalista americano e fazem ameaças
Obama confirma assassinato de refém norte-americano por Estado Islâmico
Estado Islâmico decapita mais sete homens e três mulheres na Síria

Na Síria, o Estado Islâmico ainda matou centenas de membros da tribo Sheitaat, a qual tem combatido no leste do país. E, em algumas cidades e vilas, estabeleceu até tribunais para fazer cumprir o que afirma ser a lei islâmica antes de cometer os assassinatos.

Leia tudo sobre: estado islâmicoislamismosíriabashar al-assadal-qaeda

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas