Colômbia suspende negociações de paz com as Farc após general ser sequestrado

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Juan Manuel Santos anunciou a represália após general Rubén Darío Alzate ter sido levado por guerrilheiros em área remota

AP
Presidente colombiano Juan Manuel Santos durante cerimônia pelos 95 anos da Força Aérea Colombiana no aeroporto militar em Bogota, Colômbia (13/11)

Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, suspendeu as negociações de paz com o maior grupo rebelde do país nesta segunda-feira (17) após um general do Exército ter sido sequestrado por guerrilheiros.

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O general Rubén DarÍo Alzate examinava um projeto de energia rural ao longo de um rio no oeste da Colômbia no domingo quando ele e outros dois homens foram capturados por homens armados.

Um soldado conseguiu fugir em um barco a motor e informou que os sequestradores eram membros da frente 34 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc.

A imprensa colombiana informou que é a primeira vez em meio século de luta que os guerrilheiros sequestraram um general do Exército.

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Chamando o aparente sequestro de "totalmente inaceitável", Santos ordenou que os negociadores de paz do governo que viajariam nesta segunda-feira para Cuba para a próxima rodada de negociações voltassem até que Alzate e os outros sequestrados - um capitão do Exército e um advogado do governo – sejam liberados.

"As Farc são responsáveis pela vida e segurança dessas três pessoas", disse Santos aos jornalistas já na madrugada desta segunda, após reunião com seus principais comandantes militares. Todos eles estão indo para a capital ocidental da Quibdo para supervisionar os esforços de resgate.

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O sequestro surpresa foi feito sob a frustração dos colombianos sobre as negociações de paz que já duram dois anos devido ao lento progresso e aparente recusa dos guerrilheiros em encerrar os ataques no país.

Apenas nos últimos dias, as Farc sequestraram dois soldados após intensos combates no nordeste da Colômbia e são acusados ainda de matar dois membros de uma tribo indígena que enfrentaram os rebeldes. Eles consideram capturar militares como prisioneiros de guerra, mas tais explicações não convencem a maior parte dos colombianos, cansados de violência política.

Enquanto Santos culpa os guerrilheiros pelo desaparecimento do general, ele também está querendo saber por que um dos soldados mais ilustres da Colômbia aparentemente violou o protocolo militar e partiu para uma viagem a uma região isolada vestido como civil e sem seus guarda-costas.

Além de definir um enorme esquema de buscas, o governo também entrou em contato com a Cruz Vermelha internacional para facilitar uma eventual libertação dos cativos.

Escolarizado nos EUA, Alzate assumiu como comandante da recém criada Força Tarefa Titã, formada por 2.500 combatentes do Exército e Marinha enviados para combater os rebeldes e traficantes de drogas nas remotas selvas colombianas.

*Com AP

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