Para presidente da Colômbia, será difícil manter negociação de paz com as Farc

Por Reuters |

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Governo tem negociado com as Farc durante os últimos dois anos para resolver conflito que deixou mais de 200 mil mortos

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AP
Presidente colombiano Juan Manuel Santos durante cerimônia pelos 95 anos da Força Aérea Colombiana no aeroporto militar em Bogota, Colômbia (13/11)

O processo de paz da Colômbia com os rebeldes marxistas corre o risco de recuar, a menos que um acordo possa ser alcançado no próximo ano para acabar com 50 anos de guerra, disse o presidente Juan Manuel Santos, em uma entrevista publicada neste domingo (16).

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O governo tem negociado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) durante os últimos dois anos para resolver o conflito, que já matou mais de 200 mil pessoas.

"O próximo ano deveria ser o ano da paz porque, se não for, parece-me que a partir daí seria difícil continuar esse processo indefinidamente" Santos, que está a pouco mais de 100 dias em seu segundo mandato, disse ao jornal El Tiempo.

"Eu não quero dar um prazo", acrescentou o presidente. "Estamos em um momento crucial e se não formos para a frente, vamos começar a voltar".

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Quando as negociações começaram em 2012, Santos disse que o processo seria uma questão de meses, não anos. Mais tarde, o presidente disse que a paz seria assinado este ano.

Os negociadores até agora alcançaram acordos parciais em três dos cinco pontos da agenda: participação política para as FARC, o fim do comércio ilegal de drogas e a reforma agrária. Acordos sobre justiça e reparações para as vítimas e a desmobilização das FARC, o que analistas dizem serem os pontos mais difíceis, ainda estão sendo negociados.

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