Militares de Burkina Fasso e civis firmam acordo por governo de transição

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Segundo documento, Exército fez concessões significativas na Carta de Transição; presidente deve ser 'civil eleito', não militar

Agência Brasil

Militares de Burkina Fasso e civis chegaram a acordo sobre o projeto de transição do poder para os civis depois da queda do ex-presidente Blaise Compaoré.

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AP
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De acordo com o documento, o Exército fez concessões significativas na Carta de Transição, pois aceitou que o presidente da Assembleia Provisória, chamada de Conselho Nacional de Transição (CNT), seja "um civil eleito pelos seus pares" e não um militar, como anteriormente defendia.

O CNT é considerado um órgão legislativo. O Exército, que está no poder desde a queda de Blaise Compaoré, em 31 de outubro, queria uma medida meramente consultiva.

Há uma semana, a União Africana deu prazo de 15 dias ao Exército para que fizesse o país voltar ao quadro constitucional e estabelecesse um governo de transição liderado por civis.

Segundo o texto assinado ontem pelas partes, uma espécie de constituição interina, o CNT será composto por 25 membros da oposição, 25 da sociedade civil, 15 militares e 10 aliados de Blaise Compaoré.

O acordo confirma que o presidente da transição será um civil, que vai escolher o seu próprio primeiro-ministro.

A intenção de Blaise Compaoré, de mudar a Constituição para poder se candidatar a um quinto mandato presidencial em 2015, causou uma onda inédita de manifestações que o obrigaram a renunciar e a abandonar o país no dia 1º de novembro.

O Exército tomou o poder e indicou o chefe de Estado interino, o tenente-coronel Isaac Zida, para dirigir o país.

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