Manifestantes incendeiam Congresso em ato contra assassinatos no México

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Segundo autoridades do estado de Guerrero, chamas não chegaram a se propagar pelo prédio, tendo sido controladas antes pelos Bombeiros; atos são consequência do assassinato de 43 jovens estudantes na cidade de Iguala, em setembro

Em mais um dia de atos contra o assassinato de 43 jovens estudantes no estado mexicano de Guerrero, manifestantes marcharam até o Congresso da unidade federativa e tentaram incendiá-lo, nesta quarta-feira (12). 

Manifestantes incendeiam veículos no estacionamento do Congresso de Guerrero, no México, nesta quarta-feira (12). Foto: APManifestantes incendeiam veículos no estacionamento do Congresso de Guerrero, no México, nesta quarta-feira (12). Foto: APManifestantes incendeiam veículos no estacionamento do Congresso de Guerrero, no México, nesta quarta-feira (12). Foto: APManifestantes incendeiam veículos no estacionamento do Congresso de Guerrero, no México, nesta quarta-feira (12). Foto: APManifestantes incendeiam veículos no estacionamento do Congresso de Guerrero, no México, nesta quarta-feira (12). Foto: AP

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Chilpancingo de Los Bravo, capital do estado de Guerrero, os manifestantes atearam fogo na biblioteca e no Plenário da casa do Poder Legislativo estadual. As chamas, no entanto, não chegaram a se propagar com violência, conseguindo ser controladas pelos Bombeiros. Além disso, incendiaram e deixaram completamente destruídos ao menos cinco carros parados no estacionamento do Congresso.

Antes do ato, no início da tarde, cerca de 300 pessoas encapuzadas invadiram a Secretaria de Educação estadual, também na capital de Guerrero, incendiando uma série de escritórios do local. Documentos de arquivo e computadores foram completamente destruídos.

No estado vizinho de Michoacá, professores bloquearam os acessos ao aeroporto da capital Morelia.

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Foi o terceiro dia de protestos consecutivos à violência contra estudantes no estado. Na segunda-feira (10), professores e parentes dos jovens assassinados caminharam até o Aeroporto Internacional de Acapulco, no litoral, e o fecharam por três horas. Segundo a agência de notícias AP, as manifestações afetaram diretamente o turismo da cidade, que sofreu queda de 60% na ocupação de hotéis nesta semana.

Na terça (11), novo ato de professores de Guerreros ocorreu na cidade de Chilpancingo, quando professores invadiram a sede local do Partido Revolucionário Institucional (PRI), o incendiaram e entraram em confronto com a polícia.

O incidente que resultou no desaparecimento dos estudantes ocorreu no dia 26 de setembro, na cidade de Iguala, sudoeste do país. Na ocasião, alunos de uma escola de formação de professores realizaram protesto reivindicando por mais recursos para a instituição. O ato terminou em confronto com a polícia, com seis mortes, 17 feridos e dezenas de desaparecidos.

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No dia 5 de outubro, investigadores encontraram uma vala clandestina com diversos corpos de jovens, todos "selvagemente massacrados", segundo o governador de Guerrero, Ángel Agurre Rivero. Na semana passada, três integrantes do cartel de drogas Guerreros Unidos admitiram que os estudantes foram entregues ao grupo por policiais e que os mataram, todos os 43, e incendiaram seus corpos antes de enterrá-los.

Mais de 70 pessoas foram detidas por conexão com os desaparecimentos, incluindo o prefeito de Iguala, Jose Luis Abarca, e sua esposa, Maria de los Angeles Pineda, detidos na Cidade do México na última terça-feira.

Autoridades mexicanas acusam Abarca de ordenar que a polícia enfrentasse os estudantes para evitar que eles interrompessem uma apresentação pública de sua mulher.

* Com CNN Mexico, BBC e agências de notícias

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