Manifestações ocorrem em apoio a romenos que vivem no exterior e não podem votar fora do país; tumulto acontecem na capital, Bucareste, e em mais duas cidades, Cluj e Timisoara

Reuters

Milhares de pessoas se reuniram em várias cidades da Romênia neste sábado (8), em apoio a compatriotas residentes no exterior que foram impedidos de votar no primeiro turno de uma eleição presidencial em 2 de novembro.

Manifestantes na capital Bucareste e nas cidades ocidentais de Cluj e Timisoara pediram que o primeiro-ministro, Victor Ponta, renuncie, afirmando que ele falhou em garantir que todos os cidadãos pudessem exercer o seu direito ao voto.

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Romenos que vivem em outros países da União Europeia e outros países mais distantes e planejavam votar em suas embaixadas queixaram-se de longas filas de espera, enquanto alguns locais de voto ficaram sem um formulário que deve ser assinado antes que uma cédula seja lançada. A embaixada romena em Paris chegou a chamar a polícia francesa conforme os ânimos se exaltaram.

"Os erros cometidos pelo governo Ponta são inaceitáveis, tais como praticamente proibir a diáspora de votar", disse Radu Buda, de 34 anos, em Cluj, onde a polícia estima que mais de 5 mil manifestantes se reuniram.

Imagens ao vivo do protesto em Cluj mostraram pessoas segurando faixas que diziam: "O direito ao voto" e "Solidariedade com a diáspora" e gritando "Renúncia" e "Romênia Livre".

O ministro das Relações Exteriores, Tito Corlăţean, a quem Ponta encarregou nesta semana de garantir que o segundo turno ocorra tranquilamente em 16 de novembro, sob o risco de perder seu cargo, disse neste sábado que haverá mais cabines de votação no exterior, mas não um aumento no número de locais de votação.

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