Menino de 3 anos é torturado até a morte pelo padrasto e a mãe nos EUA

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Segundo a polícia, Jillian e Gary riam enquanto Scott McMillan era pendurado de cabeça para baixo e espancado com panela

Um casal da Pensilvânia foi às compras de carro, comeu pizza e deu início a atividade sexual enquanto o filho de 3 anos da mulher estava morrendo depois de semanas de sofrer abusos que terminaram em três dias de tortura sistemáticas, de acordo com autoridades americanas.

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Foto fornecida pela polícia da Pensilvânia mostra Scott McMillan, 3 anos


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Jillian Tait, 31, e Gary Lee Fellenbaum, 23, foram acusados na quinta-feira (6) pelo assassinato do filho de Jillian, Scott McMillan, e agressão agravada por espancamento do irmão mais velho do garoto.

Ambos foram acusados de rir enquanto Scott era pendurado de cabeça para baixo e espancado com uma frigideira até a morte pelo padrasto. O procurador do Condado de Chester Thomas Hogan chamou o caso de "uma história de terror americana".

"Foi um ato inominável de depravação", disse ele.

O casal se conheceu trabalhando no Wal-Mart e no mês passado foi morar juntos com três crianças – os filhos de 6 e 3 anos de idade de Jillian e a filha de 11 meses de Fellenbaum. Os seis viviam em uma casa móvel no parque de Coatesville, a cerca de 35 km a noroeste de Filadélfia.

O promotor disse que o que começou com palmadas se transformou em uma "concentrada e repetitiva escalada de abuso". Então, "ao longo de três dias, a criança foi sistematicamente torturada e espancada até a morte", afirmou Hogan.

Os adultos disseram às autoridades "que Scott McMillan havia sido espancado e perfurado com objetos cortantes, chicoteado, amarrado a uma cadeira com fita isolante e espancado, pendurado pelos pés, onde sofreu sistemáticos atos violentos", divulgou a polícia na quinta-feira.

"Durante o incidente", disseram por depoimento, "Gary pendurou Scott e (seu irmão mais velho) pelos pés um de cada vez e bateu nos meninos enquanto eles estavam presos na porta. Jillian afirmou que tanto ela quanto Gary estavam rindo durante o incidente."

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Gary Lee Fellenbaum, à esquerda, e Jillian Tait em foto fornecida pela polícia dos EUA

Hogan disse que o irmão mais velho da vítima aparentemente sabia que quanto mais ele se esforçasse para se soltar depois de pendurado as coisas só piorariam. Mas seu irmão mais novo se contorcia e se debatia, ele disse.

"Eles achavam que aquilo era engraçado", disse ele.

A ex-mulher de Fellenbaum de 21 anos, Amber Fellenbaum, foi acusada de abuso infantil por supostamente não ajudar a criança. Ela ligou para o resgate na terça à noite avisando da tortura, disseram autoridades. Até então, Scott havia sido deixado preso por horas e tinha sido colocado em um chuveiro por mais de 30 minutos pela mãe e seu namorado, disseram os investigadores.

Quando o menino demorou a acordar no dia seguinte eles o colocaram em um colchão de ar insuflado e foram às compras, disseram as autoridades. O casal voltou com uma pizza e, depois de comer, tirou uma soneca e tiveram atividade sexual, segundo declaração da mãe à polícia. Ela disse que só depois verificou se o filho estava bem e gritou para chamarem uma ambulância ao notar que o menino não respirava.

Ao perceber que os investigadores não encontraram nenhuma evidência de drogas ou álcool no casal, Hogan concluiu que o crime "foi apenas maldade."

Gary Fellenbaum bateu severamente no menino após ele ter se recusado a comer torradas na segunda e terça-feira, disseram as autoridades. A "disciplina" incluiu joga-lo contra a parede, derruba-lo da cadeira com um soco e, em seguida, amarrá-lo à cadeira novamente para mantê-lo em posição vertical e dar início a mais espancamentos, de acordo com a polícia.

Jillian disse que Fellenbaum havia jogado o menino contra a parede com tanta força que "abriu um buraco no local", segundo declaração dela à polícia.

Ela disse ainda que participou do abuso e viu cicatrizes em seu filho mais novo, segundo documentos do tribunal. A polícia disse que seu filho mais velho também mostrou sinais de abuso.

Não havia nenhuma evidência de que o bebê havia sido espancado, disseram as autoridades. A menininha e o garoto de 6 anos foram colocados sob custódia de parentes, explicou o promotor. A audiência do casal acontecerá no dia 14 de novembro.

*Com AP

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