Líderes firmam acordo por governo de transição e eleições em Burkina Fasso

Por Agência Brasil | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Durante encontro na capital, ninguém foi nomeado líder do Executivo; próximo líder deve ficar no poder por apenas 1 ano

Agência Brasil

Dirigentes dos partidos políticos de Burkina Faso chegaram, na madrugada desta quinta-feira (6), a um acordo sobre o governo de transição e chamada para eleições em novembro de 2015, de acordo com nota divulgada ao fim de uma reunião.

Ontem: UA nomeia enviado especial para controlar crise em Burkina Fasso

AP
Tenente-coronel de Burkina Fasso, Issac Yacouba Zida, centro, deixa prédio do governo após reunião com líderes políticos em Ouagadougou (4/11)


Dia 2: Exército dispersa manifestantes na capital de Burkina Fasso

Durante o encontro, no entanto, na capital Ouagadougou, ninguém foi nomeado para liderar o Executivo. Entre os pontos acertados está o de que o escolhido não deve permanecer no poder mais de um ano.

O acordo foi firmado pelos presidentes de Gana, do Senegal e da Nigéria - John Dramani Mahama, Macky Sall e Goodluck Jonathan, respectivamente - mediadores da Comissão da Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Cedeao).

Crise: ONU pede a militares que passem poder a civis em Burkina Fasso

Os dirigentes sociais e políticos adotaram o consenso depois da demissão do presidente Blaise Compaoré na semana passada, ao fim de 27 anos no poder, forçada por massivos e violentos protestos nas ruas.

No sábado (1º), o Exército proclamou como chefe de Estado o tenente-coronel Isaac Zida, que ordenou a atuação de um destacamento militar para reprimir os protestos civis na capital e assumiu o controle da televisão pública.

O golpe de Estado do Exército foi visto com receio pela comunidade internacional desde o início, com condenação expressa das Nações Unidas, da União Africana e da Cedeao.

A União Africana deu, na segunda-feira (3), prazo de duas semanas ao Exército de Burkina Faso para repor a constitucionalidade no país e instaurar um governo de transição, liderado por civis, sob pena de enfrentar sanções.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas