Mulheres e crianças estão entre vítimas fatais de extremistas; Pentágono não confirma veracidade do crime, mas 'não duvida'

Militantes do Estado Islâmico mataram mais de 300 membros de uma tribo sunita em uma recente série de execuções, de acordo com o governo iraquiano. As informações são da CNN.

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Refugiada curda da área de Kobani se debruça sobre muro em torno de um campo de refugiados em Suruc, perto da fronteira com a Turquia (3/11)
AP
Refugiada curda da área de Kobani se debruça sobre muro em torno de um campo de refugiados em Suruc, perto da fronteira com a Turquia (3/11)


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Entre as cerca de 322 vítimas estavam mulheres e crianças, disse o Ministro dos Direitos Humanos do Iraque na segunda-feira (3). Os mortos eram da tribo Albu Nimr, conhecida por combater os extremistas.

O porta-voz do Pentágono, Almirante John Kirby, disse que Washington não poderia confirmar essas informações, mas "não temos nenhuma razão para duvidar da autenticidade desse relato".

O incidente mais recente aconteceu no sábado quando 75 membros da Albu Nimr forma levados de suas casas e mortos em um deserto perto de Hit, disse um dos líderes da tribo, Sheikh Nabil Al-Ga'oud.

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Matar crianças e mulheres não é uma ação usual do grupo, que se refere a si mesmo como o Estado Islâmico.

"Nós não estamos surpresos por suas ações", disse Al-Ga'oud à CNN. "Os líderes religiosos [do EI] lhes deram ordem para matar todos da nossa tribo e levar tudo o que possuímos porque estamos lutando contra o Estado Islâmico."

Segundo ele, nove crianças e seis mulheres foram mortas no ataque de sábado. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA condenou os ataques.

"Isso prova, uma vez mais, que eles [EI] não representam nada além de uma ideologia deformada e fornece mais provas, se mais alguma fosse necessária, que nossos parceiros da coalizão, incluindo os iraquianos de todas as origens, devem trabalhar juntos para derrotar esses terroristas", disse Jen Psaki no briefing diário do departamento.

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O Albu Nimr, que somam dezenas de milhares de pessoas, estão prontos para lutar para ter de volta a cidade de Hit, Al-Ga'oud disse sábado. A cidade foi tomada no mês passado pela lutadores depois de semanas de luta contra os homens da tribo.

Curdos

Os extremistas do Estado Islâmico libertaram, pelo menos, 93 civis curdos sequestrados em fevereiro quando seguiam para o Curdistão iraquiano, informou nesta terça-feira (4) o Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH).

Mais de 160 civis curdos foram capturados em fevereiro pelo Estado Islâmico que os acusou de serem membros da União Democrática Curda, o principal partido curdo da Síria, cujas forças combatem há mais de um mês e meio o grupo jihadista na cidade de Kobane.

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Do total, 53 puderam entrar na Turquia, enquanto 40 outros permanecem em território sírio, de acordo com dados do OSDH. O destino dos restantes 70 civis raptados em fevereiro ainda é desconhecido.

Os civis, oriundos de Kobane, foram raptados depois de terem deixado a cidade rumando mais a Leste, no seu caminho em direção ao Curdistão iraquiano. O Estado Islâmico deteve-os no reduto de Raqa, no Norte da Síria. Até outubro, o Estado Islâmico também libertou 25 estudantes curdos que foram sequestrados em maio no Norte da Síria quando voltavam para casa, em Kobane.

As forças curdas resistem aos extremistas do Estado Islâmico, que lançaram uma ofensiva em 16 de setembro contra aquela cidade. Pouco depois começaram a ser ajudados sobretudo pelos peshmergas (curdos armados) iraquianos.

*Com Agência Brasil e CNN

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