Estado Islâmico mata 300 membros de uma mesma tribo sunita no Iraque

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Mulheres e crianças estão entre vítimas fatais de extremistas; Pentágono não confirma veracidade do crime, mas 'não duvida'

Militantes do Estado Islâmico mataram mais de 300 membros de uma tribo sunita em uma recente série de execuções, de acordo com o governo iraquiano. As informações são da CNN.

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AP
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Entre as cerca de 322 vítimas estavam mulheres e crianças, disse o Ministro dos Direitos Humanos do Iraque na segunda-feira (3). Os mortos eram da tribo Albu Nimr, conhecida por combater os extremistas.

O porta-voz do Pentágono, Almirante John Kirby, disse que Washington não poderia confirmar essas informações, mas "não temos nenhuma razão para duvidar da autenticidade desse relato".

O incidente mais recente aconteceu no sábado quando 75 membros da Albu Nimr forma levados de suas casas e mortos em um deserto perto de Hit, disse um dos líderes da tribo, Sheikh Nabil Al-Ga'oud.

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Matar crianças e mulheres não é uma ação usual do grupo, que se refere a si mesmo como o Estado Islâmico.

"Nós não estamos surpresos por suas ações", disse Al-Ga'oud à CNN. "Os líderes religiosos [do EI] lhes deram ordem para matar todos da nossa tribo e levar tudo o que possuímos porque estamos lutando contra o Estado Islâmico."

Segundo ele, nove crianças e seis mulheres foram mortas no ataque de sábado. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA condenou os ataques.

"Isso prova, uma vez mais, que eles [EI] não representam nada além de uma ideologia deformada e fornece mais provas, se mais alguma fosse necessária, que nossos parceiros da coalizão, incluindo os iraquianos de todas as origens, devem trabalhar juntos para derrotar esses terroristas", disse Jen Psaki no briefing diário do departamento.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

Síria: Estado Islâmico liberta 25 crianças curdas que foram sequestradas

O Albu Nimr, que somam dezenas de milhares de pessoas, estão prontos para lutar para ter de volta a cidade de Hit, Al-Ga'oud disse sábado. A cidade foi tomada no mês passado pela lutadores depois de semanas de luta contra os homens da tribo.

Curdos

Os extremistas do Estado Islâmico libertaram, pelo menos, 93 civis curdos sequestrados em fevereiro quando seguiam para o Curdistão iraquiano, informou nesta terça-feira (4) o Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH).

Mais de 160 civis curdos foram capturados em fevereiro pelo Estado Islâmico que os acusou de serem membros da União Democrática Curda, o principal partido curdo da Síria, cujas forças combatem há mais de um mês e meio o grupo jihadista na cidade de Kobane.

Egito: Estado Islâmico enfrenta Exército sírio em disputa por campo de gás

Do total, 53 puderam entrar na Turquia, enquanto 40 outros permanecem em território sírio, de acordo com dados do OSDH. O destino dos restantes 70 civis raptados em fevereiro ainda é desconhecido.

Os civis, oriundos de Kobane, foram raptados depois de terem deixado a cidade rumando mais a Leste, no seu caminho em direção ao Curdistão iraquiano. O Estado Islâmico deteve-os no reduto de Raqa, no Norte da Síria. Até outubro, o Estado Islâmico também libertou 25 estudantes curdos que foram sequestrados em maio no Norte da Síria quando voltavam para casa, em Kobane.

As forças curdas resistem aos extremistas do Estado Islâmico, que lançaram uma ofensiva em 16 de setembro contra aquela cidade. Pouco depois começaram a ser ajudados sobretudo pelos peshmergas (curdos armados) iraquianos.

*Com Agência Brasil e CNN

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