Estados Unidos: o que está em jogo nas eleições de terça-feira

Por Agência Lusa |

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Eleições de terça-feira renovarão os 435 membros da Câmara dos Representantes e um terço do Senado norte-americano

As eleições da próxima terça-feira (4) nos Estados Unidos vão definir as linhas da política norte-americana para os próximos dois anos, ao eleger nova composição para a Câmara dos Representantes e um terço do Senado.

Em jogo nas chamadas "midterms elections" – realizadas no meio do mandato presidencial -, está a renovação de todos os 435 membros da Câmara dos Representantes (Câmara Baixa do Congresso norte-americano) e a eleição de 33 dos cem lugares no Senado (Câmara Alta).

No mesmo dia, 36 dos 50 Estados norte-americanos elegem os seus governadores e diversos cargos locais e estaduais são atribuídos.

Controle do Senado em disputa

O que causa o maior interesse nas eleições de 4 de novembro é a disputa pelo controle do Senado. Os democratas, a força política do presidente Barack Obama, têm neste momento a maioria na Câmara Alta do Congresso, mas a história e o atual clima político indicam que os republicanos têm boas possibilidades de assumir o controle.

Atualmente, os democratas detêm a maioria por cinco lugares (53 senadores e dois independentes que se alinham durante as votações), enquanto os republicanos contam com 45 lugares. Com isso, o Partido Republicano só precisa aumentar a presença em seis lugares para conquistar a maioria.

Os republicanos já detêm o controle da Câmara dos Representantes e é pouco provável que a percam, de acordo com pesquisas recentes e os índices de aprovação do governo Obama.

Com base nesse cenário, as midterms podem ter impacto duradouro sobre o governo norte-americano e, neste ano, podem moldar a capacidade do governo Obama nos últimos dois anos de mandato presidencial.

O presidente Barack Obama comemora reeleição com a família em Chicago. Foto: ReutersBarack Obama comemora reeleição em Chicago com a mulher, Michelle, o vice, Joe Biden, e a mulher dele, Jill. Foto: APSimpatizantes observam letreiro que indica a reeleição de Barack Obama no Times Square, em Nova York. Foto: ReutersPartidários do presidente reeleito Barack Obama celebram no momento em que as emissoras americanas anunciam vitória do candidato democrata. Foto: AFPNas ruas de Chicago, milhares de partidários comemoram a reeleição do presidente Barack Obama. Foto: ReutersMulheres comemoram a vitória de Barack Obama em um prédio público de Harlem, em Nova York. Foto: ReutersPartidários do presidente reeleito Barack Obama mostram cartaz: Nós conseguimos. Foto: AFPMultidão comemora a vitória de Barack Obama em centro de convenções de Chicago. Foto: AFPCasal comemora a reeleição do presidente Barack obama em Chicago. Foto: AFPPartidários comemoram a reeleição do presidente Barack Obama em Chicago. Foto: Reuters

Aprovação do presidente

Um dos indicadores para a eleição é o índice de aprovação do presidente, que atingiu média de 41,5% no 23º trimestre da sua administração, um dos valores mais baixos até a data, segundo o instituto norte-americano Gallup.

Enfrentando crises como a chegada do ebola aos Estados Unidos, a operação contra os jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e na Síria ou as falhas de segurança do Serviço Secreto, a unidade responsável pela proteção presidencial, Obama acabou por ser uma presença discreta na campanha democrata.

A poucos dias da eleição, são várias as pesquisas que dão a vitória aos republicanos. É o caso do site Real Clear Politics, que faz sondagens diárias e que atribuiu aos republicanos vantagem de dois pontos sobre os democratas para conseguir o domínio das duas câmaras do Congresso.

O jornal The Washington Post informou que existem 93% de probabilidade de os republicanos passarem a controlar o Senado.

Em vários estados norte-americanos, o escrutínio antecipado é autorizado e, de acordo com o United States Election Project, cerca de 14,6 milhões de norte-americanos tinham votado até essa sexta-feira (31). Um desses eleitores foi o próprio presidente, que votou em Chicago no dia 20 de outubro.

A nova composição do Congresso norte-americano assumirá funções a partir de janeiro. Mais dois estados, a Louisiana e a Georgia, terão de fazer segundo turno (6 de dezembro e 6 de janeiro, respectivamente) se nenhum dos candidatos conseguir 50% dos votos na terça-feira. Assim, a futura maioria no Senado poderá não ser conhecida de imediato.

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