Bombardeios liderados pelos EUA não bastaram para romper o cerco; curdos esperam que a chegada do grupo combata o EI

Reuters

Um primeiro grupo de combatentes curdos iraquianos peshmergas entrou na cidade sitiada de Kobani, na Síria, nesta quinta-feira (30), para ajudar a enfrentar os militantes do Estado Islâmico que desafiam os ataques aéreos dos Estados Unidos e ameaçaram massacrar os adversários.

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Combatente rebelde dispara contra as forças do presidente Bashar al-Assad na linha da frente em Aleppo, Síria
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Combatente rebelde dispara contra as forças do presidente Bashar al-Assad na linha da frente em Aleppo, Síria


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Kobani, na fronteira com a Turquia, está cercada pelos insurgentes sunitas há mais de 40 dias. As semanas de bombardeios liderados pelos EUA não bastaram para romper o cerco, e os curdos esperam que a chegada dos peshmerga mude o rumo da luta.

O cerco a Kobani tornou-se um teste sobre a capacidade da coalizão encabeçada pelos norte-americanos de deter o avanço do Estado Islâmico, e Washington saudou a mobilização dos peshmerga.

Um primeiro contingente de cerca de dez peshmerga chegou a Kobani via Turquia, informou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado em Londres. Autoridades curdas e turcas disseram que um destacamento maior é esperado em questão de horas.

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"Aquele grupo inicial, segundo me disseram, está aqui para conduzir o planejamento de nossa estratégia de avanço", disse Meryem Kobane, comandante do YPG, principal facção armada curda da Síria defendendo a cidade.

"Eles precisam fazer preparativos para que os peshmerga sejam posicionados de acordo com as nossas necessidades", disse ela à Reuters.

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Cerca de cem peshmerga chegaram de avião ao sudeste da Turquia na quarta-feira, e a eles se reuniu mais tarde um comboio terrestre de veículos levando armamento pesado, como um canhão e metralhadoras de alto calibre montadas em picapes.

Em um complexo protegido por forças de segurança turcas perto da cidade fronteiriça de Suruç, os combatentes vestiam uniformes de batalha e preparavam as armas, relatou um correspondente da Reuters.

A Síria criticou a Turquia por permitir que combatentes estrangeiros e "terroristas" entrem na Síria, o que viu como uma violação de sua soberania. Seu Ministério das Relações Exteriores descreveu a manobra como um "gesto desprezível".

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O presidente do Curdistão iraquiano, Masoud Barzani, declarou que sua região está pronta para enviar mais forças a Kobani se solicitadas.

No Iraque, os corpos de 150 membros de uma tribo sunita que combatiam o Estado Islâmico foram encontrados em uma vala comum, afirmaram autoridades de segurança nesta quinta-feira. Os militantes do Estado Islâmico levaram os homens de seus vilarejos à cidade de Ramadi e os mataram na noite de quarta-feira.

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