Fechar a Esplanada das Mesquitas é 'declaração de guerra', diz líder palestino

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Tensões entre palestinos e israelenses foram acentuadas hoje em Jerusalém após Israel fechar o acesso ao Monte do Templo

As tensões entre palestinos e israelenses se acentuaram nesta quinta-feira (30) em Jerusalém quando Israel fechou o acesso ao Monte do Templo, um movimento que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, chamou de "declaração de guerra".

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Reuters
Yehuda Glick, ativista do grupo "Monte do Templo fiel" posa para foto em Jerusalém (junho/2011)


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O porta-voz presidencial, Nabil Abu Rudeineh, disse à CNN nesta quinta que a decisão de fechar o local, que inclui a Mesquita al-Aqsa, foi um "desafio descarado" que levaria a "novas tensões e instabilidades."

A polícia israelense disse que fechou o Monte do Templo "para prevenir distúrbios" depois de o polêmico rabino Yehuda Glick ter sido alvejado na noite de quarta-feira.

Ofir Gendelman, porta-voz do primeiro-ministro de Israel, disse por meio do Twitter nesta quinta que o fechamento era "temporária e destina-se a evitar tumultos em grand escala, bem como manter a calma e o status de Lugares Santos".

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O complexo localizado em Jerusalém é o local mais sagrado do judaísmo e o terceiro mais sagrado do Islã. Os judeus chamam o espaço de Monte do Templo enquanto os muçulmanos o conhecem como Haram al-Sharif (Santuário Nobre).

Mais cedo, Rudeineh disse à agência Wafa, o serviço oficial de notícias palestina, que o ato de Israel foi uma "declaração de guerra contra o povo palestino, locais religiosos palestinos e uma declaração de guerra em ambos os estados árabes e islâmicos."

A polícia israelense atirou e matou o suspeito de ter alvejado Glick. Uma unidade de contraterrorismo israelense cerca a casa do suspeito, disse o porta-voz da polícia Mickey Rosenfeld no Twitter. Ele disse que o homem abriu fogo contra a polícia, que atirou e matou.

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Glick é um defensor do acesso judaico aos locais sagrados muçulmanos. Depois de se apresentar na noite de quarta, um homem em uma motocicleta atirou nele. Rosenfeld descreveu o ataque em Glick como uma "tentativa de assassinato". O rabino foi hospitalizado em estado grave.

"Unidades da polícia antiterrorista cercaram uma casa no bairro de Abu Tor e prenderam um suspeito da tentativa de homicídio de Yehuda Glick, imediatamente ao chegaram eles foram alvo de tiros. Eles responderam aos disparos e mataram o suspeito", disse o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld.

Um site oficial do Hamas identificou o homem que foi morto como Moataz Hejazi, de 32 anos, que passou 11 anos em uma prisão israelense e foi solto em 2012. Glick ficou gravemente ferido devido aos tiros levados em Jerusalém, na quarta, enquanto deixava uma conferência promovendo a campanha judaica para permitir orações em um local da Cidade Velha que é um ponto de tensão já que judeus e muçulmanos o consideram sagrado, disseram autoridades israelenses.

A polícia confirmou que um homem em um moto atirou e feriu o judeu, de cerca de 50 anos, no lado de fora do complexo Menachem Begin Centre, localizado perto da murada Cidade Antiga.

Jonathan Halevy, diretor do Hospital Shaarei Tzedek, disse que ele está em estado grave, mas estável, e foi submetido a uma cirurgia para cuidar dos ferimentos a bala no peito e no abdôme.

Os políticos israelenses e a imprensa do país disseram que Glick, nascido nos Estados Unidos, é um ativista proeminente na extrema-direita que busca garantir aos judeus a permissão de rezar no local conhecido para os judeus como Monte do Templo e para os muçulmanos como Santuário Nobre.

*Com CNN e Reuters

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