Agência alertou sobre o número de militantes islâmicos no país prontos para se juntarem ao Estado Islâmico no Iraque

Reuters

Os militantes do Estado Islâmico terão condições de montar operações no Iraque “no futuro previsível”, apesar dos ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos e dos esforços das forças de segurança iraquianas para recuperar territórios, afirmou a agência de inteligência externa alemã BND.

A inteligência alemã também alertou sobre o número crescente de militantes islâmicos dentro da Alemanha prontos para se juntarem ao Estado Islâmico no Iraque e na Síria e sobre o risco cada vez maior de embates violentos entre facções radicais rivais nas ruas de seu país.

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O Estado Islâmico ocupou vastas porções de território iraquiano e sírio este ano, declarou um "califado" e executou ou expulsou muçulmanos xiitas, cristãos e outros grupos que não compartliham sua visão extremista do islamismo sunita.

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Em comunicado nesta terça-feira, a BND afirmou que o Estado Islâmico ainda é capaz de atuar de forma eficaz na província de Anbar, no oeste do Iraque, e nos arredores da capital Bagdá, e que trabalha para convencer mais sunitas iraquianos a se voltarem contra a coalização encabeçada pelos EUA que o combate.

“A perpetuação do vácuo político e de segurança no Iraque no futuro previsível tornará mais difícil combater grupos terroristas e radicais”, disse a agência.

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Na Síria, a BND afirmou que as lutas entre o Estado Islâmico e forças curdas na cidade de Kobani, perto da fronteira turca, mostraram que os militantes ainda estão em condição de atacar, ainda que sua mobilidade tenha sido reduzida pelas incursões aéreas.

Devido aos recursos limitados, as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, estão concentradas em centros urbanos como Damasco, Homs, Hama e Aleppo, no eixo norte-sul do país, e no litoral, onde tiveram alguns sucessos militares, disse a BND.

As forças de Assad praticamente deram as costas ao leste densamente povoado, permitindo a expansão do Estado Islâmico na região, acrescentou a agência.

Em uma declaração paralela, a agência BfV, que lida com a inteligência nacional, declarou que o número de islâmicos salafistas –que advogam uma interpretação rígida e purista do islã-- está aumentando na Alemanha, e com ele o número de recrutas em potencial para o Estado Islâmico. Cerca de 450 pessoas partiram do país para se juntar aos radicais sunitas.

“Os salafistas estão recrutando combatentes para o Estado Islâmico. E desde o verão (local) de 2014, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) está recrutando seus seguidores para lutar contra o Estado Islâmico”, disse o presidente do BfV, Hans-Georg Maassen, no comunicado da entidade.

As declarações das duas agências foram divulgadas antes de uma coletiva de imprensa com chefes da inteligência alemã e o ministro do Interior a respeito do combate ao terrorismo agendada para esta terça-feira.

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