Explosões são ouvidas em Donetsk após eleição na Ucrânia, diz prefeito

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Apesar do cessar-fogo acertado no dia 5 de setembro entre o governo central e separatistas, a tensão permanece alta na área

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Bombardeios intensos foram ouvidos nos arredores de Donetsk, um reduto de rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia, nesta segunda-feira (27), um dia após a realização de eleições parlamentares no país, informou o prefeito da cidade.

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"Foram ouvidos disparos fortes de armas de grosso calibre e explosões", disse o site do prefeito de Donetsk.

Apesar de um cessar-fogo acertado em 5 de setembro entre o governo central ucraniano e os separatistas pró-Rússia do leste, a tensão permanece alta na região.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse nesta segunda-feira que a eleição parlamentar na Ucrânia oferece uma chance para a paz no leste do país, mas que um alto número de parlamentares "nacionalistas" pode prejudicar o processo, informou a agência de notícias RIA.

A contagem inicial dos votos mostrou uma vitória clara de partidos pró-Europa na eleição parlamentar, a primeira a ser realizada desde os protestos de rua que derrubaram o presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych este ano.

No domingo, os ucranianos votaram em eleição que deve fortalecer o mandato do presidente Petro Poroshenko e contribuir para encerrar o conflito separatista no Leste do país.

As urnas abriram às 8h do horário local (4h de Brasília) para o primeiro pleito parlamentar desde os protestos populares na capital Kiev, no último inverno no hemisfério norte, que forçaram o líder pró-Moscou Viktor Yanukovych a fugir e ser substituído por uma liderança pró-Europa, com Poroshenko.

Poroshenko convocou as eleições cedo para tentar se livrar dos políticos ainda leais a Yanukovich e formar uma assembleia que também seja pró-Europa. As pesquisas de opinião indicam que um grupo político que apoia Poroshenko deve se tornar a principal força na assembleia com 450 cadeiras.

Um resultado como esse poderia aumentar a tensão com a Rússia, apontada como culpada por Kiev pelo apoio a rebeldes pró-Rússia no leste, em um conflito que matou mais de 3,7 mil pessoas e piorou a situação econômica da Ucrânia.

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