Matanças teriam ocorrido na quinta, no Nordeste do país; grupo havia acertado acordo de cessar-fogo com governo

Reuters

Supostos militantes do grupo islâmico Boko Haram mataram pelo menos 17 pessoas e sequestraram outras dezenas em uma série de ataques na região central do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, disse o chefe de um governo local, neste domingo (26).

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As matanças, ocorridas na quinta-feira (23), são o mais recente de uma série de ataques de supostos insurgentes do Boko Haram, apesar do anúncio de um cessar-fogo por parte do governo da Nigéria e das negociações em andamento com o grupo no vizinho Chade.

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"Dezessete pessoas foram mortas pelos agressores no ataque de quinta-feira, na comunidade Ndongo", disse aos jornalistas Alhaji Shettima Maina, chefe do governo local do distrito de Mafa. "Nós enterramos as vítimas em Mafa, no dia seguinte."

Funcionários do governo do Chade e da Nigéria têm atribuído os ataques a facções dissidentes do Boko Haram e bandidos – ambos se apresentando como membros do grupo islâmico.

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Autoridades de ambos os governos dizem estar confiantes em alcançar um acordo com os militantes islâmicos, que poderia acabar com o conflito no nordeste da Nigéria e resultar na libertação de mais de 200 estudantes nigerianas que foram sequestradas em abril.

Mas os contínuos assassinatos e sequestros lançam dúvidas sobre o cessar-fogo. Maina disse que cerca de 30 jovens foram sequestrados nos últimos dois dias na região.

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