Dez civis morrem em avanço de grupo xiita contra redutos da Al-Qaeda no Iêmen

Por Reuters | - Atualizada às

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Grupo Houthi assumiu o controle da capital iemenita, Sanaa, há um mês, depois de enfrentar pouca resistência do governo

Reuters

Cerca de dez civis foram mortos quando combatentes muçulmanos xiitas do grupo Houthi, apoiados pelo governo iemenita, atacaram redutos da rede Al-Qaeda e seus aliados tribais sunitas no centro do país, neste domingo (26), disseram membros de tribos locais.

AP
Militante do grupo xiita Houthi Shiite exibe arma automática em Sanaa, capital iemenita

Segundo as fontes, o exército iemenita investiu contra militantes da rede local da Al-Qaeda, do grupo Ansar al-Sharia e também de tribos locais aliadas a eles, em uma ação que envolveu ataques aéreos, artilharia e lançamento de foguetes Katuysha na província de al-Baydah, a cerca de 160 quilômetros a sudeste da capital do país, Sanaa.

"No entanto, como está escuro, e também por causa do enfrentamento contínuo, ainda não pudemos chegar ao total as vítimas", declarou o integrante de uma tribo, acrescentando que dezenas de famílias fugiram da área dos confrontos. Não há detalhes sobre vítimas entre os combatentes.

Os Houthis, cuja base de poder está no norte, se firmaram no mês passado como fiel da balança na disputa de poder no Iêmen. O grupo assumiu o controle de Sanaa depois de enfrentar pouca resistência do governo do presidente Abd Rabbu Mansour Hadi, o que enfureceu a Al-Qaeda e seus aliados tribais sunitas.

Outra fonte tribal disse que combates pesados estavam ocorrendo na área de Khobza, outro reduto do Ansar al-Sharia e seus aliados, na mesma província de al-Baydah.

"Os Houthis estão avançando para controlar o resto das áreas (tribais) de Qaifa e, à noite, pode haver confrontos ainda mais violentos", afirmou a fonte, uma autoridade tribal que não quis ser identificada, em declaração por telefone.

Veja os principais grupos terroristas do mundo:

Boko Haram: radicais islâmicos têm atacado a Nigéria com atentados, assassinatos e sequestros para derrubar o governo e criar Estado islâmico. Foto: APBoko Haram: traduzido, nome que designa o grupo significa 'a educação ocidental é pecado'. Há temores de que estejam ligados a grupos como a Al-Qaeda. Foto: APFrente al-Nusra: a Frente de Suporte para o Povo da Síria, em tradução livre, é uma milícia islâmica criada em 2012 que atua na guerra síria. Foto: Reprodução/YoutubeFrente al-Nusra: a milícia, descrita pelos próprios rebeldes como bem estruturada, luta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad. Foto: Wikimedia CommonsEstado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL): grupo jihadista visa a formar emirado islâmico  em territórios no Iraque e na Síria. Foto: APEstado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL): os militantes foram considerados verdadeiras ameaças regionais pelos EUA após tomarem Mosul. Foto: APAl-Shabab: grupo somali tem ligações com a Al-Qaeda e promove ataques contra o Quênia desde 2011 em resposta ao envio de tropas do país à Somália. Foto: APAl-Shabab: grupo, cujo nome significa 'A Juventude', apareceu como ala radical da extinta União das Cortes Islâmicas da Somália em 2006. Foto: ReutersEmirado do Cáucaso: os rebeldes reivindicam a criação de um Estado islâmico independente na região russa que inclui a Chechênia. Foto: Reprodução/YoutubeAl-Qaeda na Península Arábica: braço do grupo terrorista no Iêmen querem, entre outros objetivos, atacar ocidentais e derrubar a família real saudita, aliada dos EUA. Foto: Reprodução/YoutubeTaleban: grupo integra o movimento islâmico nacionalista no Paquistão e Afeganistão e visa a expulsar invasores dos EUA e da Otan. Foto: APAl-Qaeda no Magreb Islâmico: com essa nomenclatura desde 2007, grupo atua na Argélia e em parceria com terroristas de países vizinhos. Ocidentais são alvos. Foto: Reprodução/YoutubeAl-Qaeda: rede criada por Osama bin Laden nos anos 1980 objetiva acabar com a influência ocidental em países muçulmanos. Foto: Reprodução/Youtube

A Al-Qaeda, que segue uma ideologia sunita linha-dura, vê os Houthis, oriundos da ramificação Zaydi do Islã xiita, como hereges.

Combatentes dos Houthis começaram a avançar para o centro e oeste do Iêmen neste mês, depois que um homem-bomba da Al-Qaeda matou pelo menos 47 pessoas, a maioria membros do grupo xiita, quando se preparavam para organizar uma manifestação em Sanaa, no início deste mês.

Em seguida, confrontos irromperam em várias províncias, alarmando a vizinha Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo do mundo.

Até agora, o Exército iemenita vinha evitando apoiar os Houthis em seu avanço contra a Al-Qaeda. Mas o presidente Hadi considera a presença do grupo na Península Arábica a principal ameaça que o país enfrenta.

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