Conclusão foi de um general da Força Aérea americana; mais de 824 mil saíram de suas casas por causa do conflito, diz ONU

A Rússia ainda tem soldados no leste da Ucrânia e mantém uma força de grande capacidade na fronteira, apesar de uma retirada parcial de tropas, disse o comandante militar da Otan nesta sexta-feira (24).

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Manifestantes radicais enfrentam policiais em frente a prédio parlamentar de Kiev (14/10)
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"Temos visto uma retirada boa das forças russas do interior da Ucrânia mas, não se enganem, ainda há forças russas dentro da Ucrânia", disse o general da Força Aérea dos EUA Philip Breedlove a repórteres no quartel-general militar da Otan nos arredores de Mons, na Bélgica.

Alguns soldados russos posicionados perto da fronteira ucraniana se retiraram e outros parecem estar se preparando para partir.

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"Mas a força que permanece e não mostra indicação de sair ainda é uma força de grande capacidade", disse.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em sua primeira visita ao quartel-general militar da Otan desde que tomou posse no início do mês, disse que a Rússia continua a violar as leis internacionais na Ucrânia.

"Eles ainda estão violando a soberania e a integridade territorial da Ucrânia ao ter forças russas na Ucrânia", disse o ex-premiê da Noruega a repórteres durante visita ao centro de operação da Otan, que monitora a crise na Ucrânia.

A Otan suspendeu a cooperação prática com a Rússia em protesto pela anexação por Moscou da região da Crimeia e pelo apoio russo aos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia.

Fugas

Mais de 824 mil foram forçados a fugir de suas casas na Ucrânia devido ao conflito que afeta o país desde o início do ano, revelou o Acnur, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, nesta sexta. Há ao menos 430 mil deslocados no interior do país, enquanto 387 mil fugiram para a Rússia, 6,6 mil pediram asilo na União Europeia e 581 na Bielorrússia.

No dia 2 de setembro, o Acnur tinha indicado a existência de mais de 500 mil deslocados pelo conflito na Ucrânia.

"O Acnur procura ajudar os mais vulneráveis quando a Ucrânia, em crise, enfrenta o seu primeiro inverno", indicou a agência humanitária.

"Combates contínuos no Leste do país, que causaram o desmoronamento dos serviços básicos, fizeram cada vez mais pessoas deixarem as suas casas", adiantou. Perto de 95% dos deslocados na Ucrânia são do Leste do país.

Segundo o Acnur, a ajuda humanitária é particularmente necessária nas regiões de Donetsk, Kharkiv e de Kiev.

*Com Reuters e Agência Brasil

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