Rússia ainda tem soldados na Ucrânia, diz Otan

Por iG São Paulo |

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Conclusão foi de um general da Força Aérea americana; mais de 824 mil saíram de suas casas por causa do conflito, diz ONU

A Rússia ainda tem soldados no leste da Ucrânia e mantém uma força de grande capacidade na fronteira, apesar de uma retirada parcial de tropas, disse o comandante militar da Otan nesta sexta-feira (24).

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Reuters
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"Temos visto uma retirada boa das forças russas do interior da Ucrânia mas, não se enganem, ainda há forças russas dentro da Ucrânia", disse o general da Força Aérea dos EUA Philip Breedlove a repórteres no quartel-general militar da Otan nos arredores de Mons, na Bélgica.

Alguns soldados russos posicionados perto da fronteira ucraniana se retiraram e outros parecem estar se preparando para partir.

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"Mas a força que permanece e não mostra indicação de sair ainda é uma força de grande capacidade", disse.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em sua primeira visita ao quartel-general militar da Otan desde que tomou posse no início do mês, disse que a Rússia continua a violar as leis internacionais na Ucrânia.

"Eles ainda estão violando a soberania e a integridade territorial da Ucrânia ao ter forças russas na Ucrânia", disse o ex-premiê da Noruega a repórteres durante visita ao centro de operação da Otan, que monitora a crise na Ucrânia.

A Otan suspendeu a cooperação prática com a Rússia em protesto pela anexação por Moscou da região da Crimeia e pelo apoio russo aos separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia.

Fugas

Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Mais de 824 mil foram forçados a fugir de suas casas na Ucrânia devido ao conflito que afeta o país desde o início do ano, revelou o Acnur, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, nesta sexta. Há ao menos 430 mil deslocados no interior do país, enquanto 387 mil fugiram para a Rússia, 6,6 mil pediram asilo na União Europeia e 581 na Bielorrússia.

No dia 2 de setembro, o Acnur tinha indicado a existência de mais de 500 mil deslocados pelo conflito na Ucrânia.

"O Acnur procura ajudar os mais vulneráveis quando a Ucrânia, em crise, enfrenta o seu primeiro inverno", indicou a agência humanitária.

"Combates contínuos no Leste do país, que causaram o desmoronamento dos serviços básicos, fizeram cada vez mais pessoas deixarem as suas casas", adiantou. Perto de 95% dos deslocados na Ucrânia são do Leste do país.

Segundo o Acnur, a ajuda humanitária é particularmente necessária nas regiões de Donetsk, Kharkiv e de Kiev.

*Com Reuters e Agência Brasil

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