Líder russo diz que risco de conflito entre as grandes potências aumentou por causa da ameaça de violação de tratados

O presidente russo, Vladimir Putin, culpou o Ocidente nesta sexta-feira (24) pelo conflito na Ucrânia e negou acusações de que esteja erguendo um império ou tentando minar a soberania dos países vizinhos.

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, discursa durante cerimônia de inauguração de monumento da Primeira Guerra Mundial em Moscou (agosto/2014)
Reuters
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, discursa durante cerimônia de inauguração de monumento da Primeira Guerra Mundial em Moscou (agosto/2014)


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Em um discurso a um grupo de cientistas políticos chamado Clube Valdai, Putin disse que o risco de conflitos envolvendo garnde potências aumentou em razão da ameaça de violação de tratados para controlar a corrida armamentícia.

Putin também pediu negociações para estabelecer condições internacionais aceitáveis para o uso da força, criticando o que classificou como uma interferência estrangeira arbitrária nos assuntos internos dos países.

ONU

Os conflitos forçaram mais de 824 mil a fugirem das suas casas na Ucrânia, segundo dados do Acnur, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Há ainda 430 mil deslocados no interior do país, enquanto 387 mil fugiram para a Rússia, 6,6 mil pediram asilo na União Europeia e 581 na Bielorrússia.

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No dia 2 de setembro, o Acnur tinha indicado a existência de mais de 500 mil deslocados pelo conflito na Ucrânia.

"O Acnur procura ajudar os mais vulneráveis quando a Ucrânia, em crise, enfrenta o seu primeiro inverno", indicou a agência humanitária.

"Combates contínuos no Leste do país, que causaram o desmoronamento dos serviços básicos, fizeram cada vez mais pessoas deixarem as suas casas", adiantou. Perto de 95% dos deslocados na Ucrânia são do Leste do país.

Segundo o Acnur, a ajuda humanitária é particularmente necessária nas regiões de Donetsk, Kharkiv e de Kiev.

*Com Reuters e Agência Brasil

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