Polícia Federal transfere traficante colombiano para São Paulo

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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Marquito Figueroa ficará na Superintendência da PF no bairro da Lapa enquanto aguarda pedido de extradição da Colômbia

Agência Brasil

Um dos traficantes mais procurados do mundo, o colombiano Marcos de Jesús Figueroa García, conhecido como Marquito Figueroa, chegou na quinta (24), por volta das 18h30, à capital paulista.

Ontem: PF e polícia colombiana prendem um dos traficantes mais procurados

Reprodução/Youtube
Marcos de Jesús Figueroa García, conhecido como Marquito Figueroa, chegou à capital paulista

O traficante ficará preso na Superintendência da PF em São Paulo, no bairro da Lapa, enquanto aguarda o pedido de extradição do governo colombiano. Ele deverá ser extraditado em 60 dias, conforme informou o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Oslain Campos Santana.

Figueroa é considerado um dos mais importantes chefes do tráfico de drogas da Colômbia, com reflexos no Brasil, na Venezuela e no Caribe. Ele é acusado do assassinato de autoridades públicas e responde a mais de 100 processos na Colômbia.

Devido à periculosidade, o governo colombiano oferecia recompensa de US$ 250 mil por informações que possibilitassem a prisão do traficante. A prisão foi feita pela PF em Boavista (RR), em ação que contou com apoio da Polícia Nacional Colombiana. 

"É uma pessoa envolvida em violência, movimentaçlão de cocaína, assassinatos e, inclusive, uma fuga espetacuilar da prisão [na Colômbia] em 2002", salientou Santana, durante coletiva de imprensa.

Marquito Figueroa responde por mais de 100 processos na Colômbia. Por conta de sua periculosidade, o governo colombiano oferecia recompensa de US$ 250 mil por informações que possibilitassem sua prisão.

"Há muitos anos procurávamos esse delinquente. Ele tem cinco ordens de captura por diferentes delitos, entre eles narcotráfico, contrabando, formação de quadrilha e homicídios. Acreditamos que tenha cometido mais de 250 homicídios, inclusive de autoridades e políticos locais ligados, principalmente, a prefeitos", disse o adido Policial da Colômbia no Brasil, Narcizo Martinez.

Há aproximadamente um ano, a polícia colombiana infiltrou um agente no grupo de Figueroa.

"Em agosto, recebemos um comunicado da Colômbia informando que ele estaria em território nacional. Iniciamos uma a investigação e confirmamos que realmente ele estava no Brasil, especiíicamente em Roraima. Requeremos pedido de prisão e extradição ao Supremo Tribunal Federal, o que foi cumprido ontem, em operação conjunta com a polícia colombiana", explicou Santana.

A prisão não foi imediata, porque a polícia brasileira precisava confirmar a identidade do criminoso.

"Tivemos dificuldades, pois, a exemplo de narcoterroristas, ele utilizava documentação falsa", acrescentou o delegado.

Sergundo ele, a operação foi bem planejada e, por isso, não foi necessário nenhum disparo.

"Não houve também qualquer reação por parte dele [no momento da prisão]", observou Santana.

A PF informou que, no momento da prisão, não foram apreendidos armas nem dinheiro na casa de Figueroa.

"Iniciaremos uma investigação para identificar se ele 'lavou' ativos no Brasil", assinalou o delegado.

De acordo com o adido da polícia colombiana, é possível que, posteriomente à extradição para a Colômbia, Marquito Figueroa seja extraditado para os Estados Unidos. "Não há nada definido", ressaltou.

Conforme o delegado da PF, o sucesso da operação deve ser creditado aos acordos de cooperação que a polícia brasileira mantém com países vizinhos, casos da própria Colômbia, Bolívia, Argentina, do Peru, Paraguai e Uruguai.

"Por meio dessas parcerias, trocamos informações, experiências e capacitamos policiais em diferentes países. A operação de hoje é um exemplo dessa cooperação", completou.

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