Ataques no Sinai matam 30 integrantes das forças de segurança do Egito

Por Reuters | - Atualizada às

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Foi um dos piores episódios de violência contra o estado desde a deposição do presidente Mohamed Mursi, no ano passado

Reuters

Dois ataques na Península do Sinai deixaram 30 membros das forças de segurança do Egito mortos nesta sexta-feira (24), disseram fontes de segurança. Foi um dos piores episódios de violência contra o estado desde a deposição do presidente islamita Mohamed Mursi, no ano passado.

Veja os grupos terroristas mais relevantes da atualidade:

Boko Haram: radicais islâmicos têm atacado a Nigéria com atentados, assassinatos e sequestros para derrubar o governo e criar Estado islâmico. Foto: APBoko Haram: traduzido, nome que designa o grupo significa 'a educação ocidental é pecado'. Há temores de que estejam ligados a grupos como a Al-Qaeda. Foto: APFrente al-Nusra: a Frente de Suporte para o Povo da Síria, em tradução livre, é uma milícia islâmica criada em 2012 que atua na guerra síria. Foto: Reprodução/YoutubeFrente al-Nusra: a milícia, descrita pelos próprios rebeldes como bem estruturada, luta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad. Foto: Wikimedia CommonsEstado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL): grupo jihadista visa a formar emirado islâmico  em territórios no Iraque e na Síria. Foto: APEstado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL): os militantes foram considerados verdadeiras ameaças regionais pelos EUA após tomarem Mosul. Foto: APAl-Shabab: grupo somali tem ligações com a Al-Qaeda e promove ataques contra o Quênia desde 2011 em resposta ao envio de tropas do país à Somália. Foto: APAl-Shabab: grupo, cujo nome significa 'A Juventude', apareceu como ala radical da extinta União das Cortes Islâmicas da Somália em 2006. Foto: ReutersEmirado do Cáucaso: os rebeldes reivindicam a criação de um Estado islâmico independente na região russa que inclui a Chechênia. Foto: Reprodução/YoutubeAl-Qaeda na Península Arábica: braço do grupo terrorista no Iêmen querem, entre outros objetivos, atacar ocidentais e derrubar a família real saudita, aliada dos EUA. Foto: Reprodução/YoutubeTaleban: grupo integra o movimento islâmico nacionalista no Paquistão e Afeganistão e visa a expulsar invasores dos EUA e da Otan. Foto: APAl-Qaeda no Magreb Islâmico: com essa nomenclatura desde 2007, grupo atua na Argélia e em parceria com terroristas de países vizinhos. Ocidentais são alvos. Foto: Reprodução/YoutubeAl-Qaeda: rede criada por Osama bin Laden nos anos 1980 objetiva acabar com a influência ocidental em países muçulmanos. Foto: Reprodução/Youtube

Trinta pessoas morreram no primeiro ataque, na região de al-Kharuba, a noroeste de al-Arish, perto da fronteira com a Faixa de Gaza, disseram as fontes. Helicópteros transferiram os mortos e feridos para o Cairo.

O ataque com carro-bomba teve como alvo dois veículos blindados estacionados perto de uma instalação militar, segundo as fontes.

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Autoridades de segurança deram relatos conflitantes, com um dos oficiais baseados no Sinai dizendo que o ataque não foi com um carro-bomba, mas sim uma operação com lançadores de granadas. Mais de 25 pessoas ficaram feridas.

Horas mais tarde, homens armados abriram fogo contra um posto de controle na cidade de al-Arish, matando três membros das forças de segurança, disseram autoridades.

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Não houve reivindicação imediata de responsabilidade pelos ataques. Operações anteriores similares foram reivindicadas pelo grupo militante mais ativo do Egito, o Ansar al-Bayt Maqsis.

O presidente Abdel Fattah al-Sisi convocou uma reunião de emergência do Conselho Nacional de Defesa em resposta ao que seu gabinete classificou como "ataque terrorista".

As forças de segurança enfrentam uma insurgência islamita que deixou centenas de soldados e policiais mortos desde que o Exército derrubou o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, após imensos protestos contra seu governo. A maioria dos ataques têm ocorrido no Sinai.

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