Ucrânia tem de encontrar meio de pagar pelo gás em uma semana, diz Rússia

Por Reuters |

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Segundo ministro russo de Energia, o impasse entre os países acabaria, se Moscou recebesse garantias financeiras de Kiev

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A Ucrânia tem de encontrar um meio de pagar pelo abastecimento de gás da Rússia dentro de uma semana, disse o ministro russo de Energia, Alexander Novak, nesta quarta-feira (22), sugerindo que o impasse acabaria quando Moscou recebesse garantias financeiras de Kiev.

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A mais recente rodada das conversas sobre o gás entre Moscou e Kiev encerrou-se na terça-feira em Bruxelas, sem que houvesse acordo em uma disputa que levou a Rússia a cortar o abastecimento de gás para seu vizinho em meados de junho, potencialmente prejudicando os fluxos para a União Europeia.

Mas, embora Novak tenha dito estar otimista por novas conversas em 29 de outubro, o primeiro-ministro ucraniano, Arseny Yatseniuk, disse que se mantém cético sobre as relações com a Rússia, salientando como os esforços para alcançar um acordo são prejudicados por um conflito político maior entre os dois países.

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Na terça-feira, a Rússia aumentou a pressão sobre a Ucrânia, que depende de ajuda do Ocidente, exigindo garantias de como Kiev encontraria o dinheiro para pagar Moscou.Antes, a Ucrânia pediu à União Europeia mais 2 bilhões de dólares em crédito.

Novak disse a repórteres em uma conferência de energia em Moscou que ambos os lados haviam quase alcançado um acordo, mas que as conversas foram travadas "por outra questão: onde a Ucrânia vai conseguir o dinheiro para pagar antecipadamente o abastecimento de gás em novembro e dezembro".

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. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

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"Se os ucranianos têm o dinheiro, então os documentos serão assinados. Se não, então terão que esperar."

Sergei Kupriyanov, porta-voz da exportadora de gás russa Gazprom, disse à Reuters que os fluxos de gás para a Ucrânia seriam retomados tão logo Kiev recebesse ajuda financeira.

"Se a Europa der o dinheiro a eles, então o gás vai fluir", disse ele.

Em Kiev, Yatseniuk disse que o governo ucraniano estava negociando com seus parceiros europeus sobre reexportar gás para a Ucrânia e não estava otimista sobre as conversas, ofuscadas pelo levante separatista no leste ucraniano e pela anexação da Crimeia, antes território pertencente a Kiev, pela Rússia.

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Kiev e Moscou concordaram sobre um preço para o fornecimento de gás russo durante o inverno, de 385 dólares a cada mil metros cúbicos, mas os dois lados tropeçaram em outras questões, incluindo se será preciso que a Ucrânia pague adiantado.

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