Ativistas falam em abandonar negociações com governo de Hong Kong

Por Agência Brasil | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Primeira negociação terminou com líderes acusando governo de ser 'vago' nos compromissos que estaria disposto a adotar

Agência Brasil

Os líderes estudantis que participam dos protestos em Hong Kong acusam as autoridades locais de não apresentar propostas significativas que possam levar ao fim das manifestações. Eles dizem que consideram a possibilidade de abandonar as negociações.

Dia 20: Estudantes e governo de Hong Kong mantêm posições antes de diálogo

Reuters
Manifestantes pró-democracia em barricada na frente de uma linha de patrulha da polícia em Hong Kong


Dia 19: Governador de Hong Kong acusa 'forças externas' de insuflar protestos

As conversas entre os manifestantes e o governo de Hong Kong têm sido apontadas como o único meio de pôr fim ao protesto que já dura quase um mês sem ter de recorrer à força.

No entanto, a primeira negociação formal, que ocorreu na terça (21), não surtiu efeitos e terminou com os estudantes acusando o governo de ser "vago" nos compromissos que está disposto a fazer.

"Ainda não está decidido se haverá mais negociações no futuro", disse Alex Chow, secretário-geral da Federação de Estudantes de Hong Kong.

Violência: Apesar de diálogo, confrontos se intensificam em Hong Kong

"O governo tem de encontrar uma maneira de resolver esse problema, mas o que oferece não envolve qualquer conteúdo prático", acrescentou Chow, garantindo que os manifestantes não vão deixar as ruas em um futuro próximo.

Os estudantes são contra a proposta apresentada pelo governo para a eleição do chefe do Executivo em 2017, que prevê que os candidatos sejam pré-selecionados por uma comissão.

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

Crise: Hong Kong vira campo de batalha entre policiais e ativistas antes de negociação

A nomeação civil pedida pelos estudantes foi afastada pelos representantes do governo durante o encontro dessa terça-feira. Eles insistiram que Pequim jamais autorizaria esse cenário.

Prometeram, no entanto, informar as autoridades da China Continental sobre os mais recentes acontecimentos e sugerir a criação de uma plataforma para discutir a reforma política além de 2017.

Dia 18: Ativistas de Hong Kong forçam polícia a recuar em zona de protesto

Os líderes estudantis consideraram as ofertas pouco concretas e pediram que o governo local avance com informação clara sobre as consequências dessas promessas.

"O governo deve indicar, até o fim da semana, o que esse relatório [para Pequim] vai incluir e como é que a nova plataforma pode resolver os problemas que temos agora", disse Joshua Wong, líder do movimento Scholarism.

Leia tudo sobre: protestos em hong konghong kongchinapequim

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas