Irã oferece 'compromissos' na questão nuclear; Ocidente mantém ceticismo

Por Reuters |

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Em negociações com seis grande potências mundiais, iranianos dizem aceitar o fim das sanções que mais prejudicam seu país

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O Irã está buscando o que considera ser uma nova proposta de compromisso nas conversações nucleares, mas negociadores ocidentais dizem que o país não oferece concessões viáveis, salientando o quão distantes os dois lados estão ao entrarem no mês final antes do prazo limite das conversações, que teriam de se encerrar em 24 de novembro.

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AP
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Em negociações com seis grande potências mundiais, os iranianos dizem que não exigem mais o fim total das sanções em troca da redução de seu programa nuclear e que aceitariam inicialmente o fim apenas das sanções mais prejudiciais.

Altos funcionários ocidentais veem com desconfiança a proposta, que não consideram nada nova, e dizem que os iranianos sempre souberam que as sanções só poderiam ser encerradas gradualmente - com cada nova medida sendo suspensa e mais tarde finalizada apenas após o Irã ter provado o cumprimento de sua parte no acordo.

Os funcionários dizem que, nas conversas em Viena, eles também ofereceram o que chamam de compromissos sobre as exigências para que o Irã limite seu programa nuclear, as quais foram rejeitadas por Teerã.

"A moral da história é que eles não parecem dispostos a limitar seu programa de enriquecimento para um nível que consideremos aceitável", disse um diplomata europeu. "Podemos não ter escolha a não ser estender as conversas para além de novembro. É isso ou o colapso das conversas."

Sobre a mais recente oferta, representantes iranianos disseram à Reuters que a liderança do Irã ficaria satisfeita com a remoção de danosas sanções dos EUA e da União Europeia sobre os setores bancário e de energia impostas em 2012.

Eles descreveram isso como uma grande concessão em relação aos consistentes pedidos iranianos de remoção de todas as sanções impostas sobre a República Islâmica por causa de sua recusa em atender às demandas do Conselho de Segurança da ONU de que interrompa suas atividades de enriquecimento de urânio. O governo iraniano considera as sanções injustas e ilegais.

A proposta de negociadores iranianos nas conversas com EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China tem o apoio do líder do supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disseram autoridades iranianas.

"Para a outra parte envolvida, pode ser apenas uma questão política, mas para o Irã o que está em perigo é a existência do establishment caso as dificuldades econômicas continuem", disse um alto funcionário iraniano.

Além de sanções aprovadas em 2010 no Conselho de Segurança da ONU, os EUA e a UE em 2012 impuseram grandes penalidades contra companhias de petróleo e gás iranianas, e ampliaram as restrições sobre o banco central do país.

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