Ministras do Comércio e Justiça do Japão renunciam após supostas irregularidades

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Yuko Obuchi e Midori Matsushima estão sob investigação por má utilização de fundos de campanha e violação de lei eleitoral

As ministras do Comércio e da Justiça do Japão renunciaram nesta segunda-feira (20) após alegações de que haviam utilizado mal os fundos de campanha no maior revés até agora para a administração conservadora do primeiro-ministro, Shinzo Abe.

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AP
Yuko Obuchi, ministra do Comércio e Indústria do Japão, faz reverência durante coletiva em seu ministério, em Tóquio


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Elas estavam entre as cinco mulheres que Abe nomeou em uma remodelação de seu gabinete no início do mês passado. As demissões podem ajudar a controlar os danos que as acusações fizeram a seus relativamente altos índices de popularidade, mas são um golpe para seus esforços em promover mulheres na política como parte do plano de recuperação econômica.

Yuko Obuchi, filha de um ex-primeiro-ministro e uma estrela em ascensão no Partido Liberal Democrático, renunciou nesta segunda a seu cargo como ministra do Comércio e Indústria dizendo que precisava se concentrar em uma investigação sobre suposta utilização irregular de fundos eleitorais, informaram fontes do Executivo.Ela não reconheceu qualquer irregularidade em seu mandato.

Já a ministra da Justiça, Midori Matsushima, renunciou depois de a oposição ao Partido Democrático do Japão entrar com uma queixa-crime após a ministra distribuir leques com sua imagem para os eleitores, o que constitui violação da lei eleitoral, segundo os oposicionistas.  

Midori também enfrenta reclamações em relação ao uso da habitação fornecida pelo parlamento, mantendo os guardas de segurança em sua residência privada, no centro de Tóquio.

Falando com os jornalistas pouco depois de aceitar a renúncia de Matsushima, um sombrio Abe disse que também foi responsável pelas ações por ter nomeado as duas para seu gabinete.

"Peço profundas desculpas ao povo", disse Abe.

Yuko, que assumiu a pasta no início de setembro, foi o nome mais destacado na primeira remodelação do governo realizada por Abe desde que chegou ao poder em dezembro de 2012, em momento de desgaste da popularidade do primeiro-ministro. Na sexta-feira (17), o principal partido de oposição, o Partido Democrata, apresentou queixa criminal contra Midori.

O primeiro mandato de Abe, em 2006-2007, foi marcado por gafes e pedidos de demissões por seus ministros até ele se afastar do cargo, alegando problemas de saúde. Seu mandato atual tem sido menos tumultuado, especialmente no primeiro ano, enquanto o mercado de ações subiu junto com seus índices de popularidade.

*Com AP e Agência Brasil

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