Bombardeios foram realizados perto da cidade de Kobani entre domingo e esta segunda, segundo um comunicado americano

Militares dos Estados Unidos realizaram seis ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico perto da cidade de Kobani, entre domingo e segunda-feira (20), disse em comunicado o Comando Central dos Estados Unidos.

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Fumaça e chamas são vistas na cidade síria de Kobani após ataque aéreo (18/10)
Reuters
Fumaça e chamas são vistas na cidade síria de Kobani após ataque aéreo (18/10)


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Forças norte-americanas, em coordenação com tropas em solo no Iraque, também realizaram seis ataques aéreos contra o grupo militante perto das cidades iraquianas de Fallujah e Bayji, com ajuda da França e do Reino Unido, disse o Comando Central.

No domingo, os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, se comprometeram a reforçar a luta contra a organização do Estado Islâmico, informou a Casa Branca.

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Os dois dirigentes conversaram na noite de sábado (18) sobre "a Síria e as medidas que podem ser tomadas para controlar os avanços do Estado Islâmico", diz comunicado divulgado pela Casa Branca. Obama e Erdogan concordaram em "continuar a colaborar estreitamente para reforçar a cooperação contra o Estado Islâmico", acrescentou o documento.

Barack Obama agradeceu à Turquia por "acolher mais de 1 milhão de refugiados, dos quais milhares de Kobane", a cidade curda síria na fronteira turca que os jihadistas ultrarradicais sunitas tentam conquistar.

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As relações entre os EUA e a Turquia ficaram tensas desde que Ankara se mostrou relutante em se comprometer com apoio militar no âmbito da coligação internacional contra o Estado Islâmico.

O presidente turco rejeitou hoje os pedidos para que seu país forneça armas aos combatentes curdos na Síria, acusando o principal partido curdo naquele país (Partido da União Democrática) de ser uma "organização terrorista", ligada ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão.

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Os dois países também trataram da "necessidade de continuar a colaboração estreita para consolidar a paz e a estabilidade no Afeganistão".

*Com Reuters e Agência Brasil

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