Estudantes e governo de Hong Kong mantêm posições antes de diálogo

Por Reuters |

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Conversa entre representantes dos estudantes e autoridades do governo local estão marcadas para terça-feira (21) à noite

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Estudantes e o governo de Hong Kong se mantiveram firmes em suas posições nesta segunda-feira (20) antes das negociações para encerrar mais de três semanas de protestos pró-democracia que têm bloqueado o trânsito da cidade, governada pela China, mas as expectativas de um avanço nas conversas é pequena.

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Pessoas tiram fotos de um recortedo líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (19/10)


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Protestos liderados por estudantes pedem eleições livres na ex-colônia britânica, mas a China insiste em avaliar e selecionar os candidatos primeiro. O atual líder da cidade, Leung Chun-ying, apoiado por Pequim, tem dito que o governo local não estava disposto a contestar as restrições da China.

As conversações entre representantes dos estudantes e altos oficiais do governo da cidade, marcada para terça-feira (21) à noite, podem render pequenas medidas para construir confiança entre os lados, e um acordo para continuar o diálogo, mas analistas preveem que não devem resultar em um grande avanço nem encerrar as demonstrações.

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"Eu não espero muito da reunião de amanhã, mas ainda tenho alguma esperança nas conversas", disse o manifestante Woody Wond, de 21 anos, que acampou durante a noite em Nathan Road, a principal via do densamente povoado distrito de Mong Kok.

"Continuarei fazendo isso até que o governo nos ouça."

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

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Dezenas de pessoas ficaram feridas em duas noites de confrontos no fim de semana em Mong Kok, incluindo 22 policiais e membros da imprensa. Quatro pessoas foram presas por agressão, disse a polícia.

A área estava calma nesta segunda-feira, embora diversos manifestantes tenham permanecido nas ruas.

As conversas de terça-feira, que serão transmitidas ao vivo, oferecem uma rada oportunidade para tentar aliviar os piores riscos políticos em Hong Kong desde que a Grã-Bretanha entregou o controle da cidade à China em 1997. O governo cancelou conversas marcadas no começo deste mês após os estudantes terem defendido a expansão dos protestos.

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"Até agora, não vimos esperança de que eles alcançarão algum acordo nas próximas semanas, porque ambos os lados têm expectativas diferentes de diálogo", disse James Sung, um analista político da Universidade de Hong Kong.

O poder de negociação do governo de Hong Kong está bastante limitado pelo Partido Comunista chinês, o qual, no fim de agosto, anunciou os parâmetros para a eleição de 2017 do próximo líder da cidade, o que motivou os protestos.

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