Trégua foi anunciada na última sexta-feira, mas, desde então, houve ao menos cinco ataques atribuídos aos insurgentes

Reuters

Uma onda de violência horas após o governo da Nigéria anunciar trégua com o Boko Haram levantou dúvidas neste domingo (19) a libertação de mais de 200 estudantes sequestradas pelos militantes islâmicos.

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O marechal da Força Aérea e chefe da Defesa da Nigéria, Alex Badeh, anunciou o cessar-fogo na sexta-feira (17) para permitir a libertação das meninas, que foram sequestradas da aldeia remota de Chiboke, no nordeste, em abril.

Mas o Boko Haram não confirmou a trégua e já houve ao menos cinco ataques desde o anúncio com a morte de dezenas de pessoas, atribuídos aos insurgentes, segundo as fontes de segurança. As negociações estavam agendadas para continuar no vizinho Chade na segunda-feira.

"Estávamos festejando. Tínhamos todos os motivos para estarmos felizes, mas desde então o cessar-fogo foi violado em um grande número de lugares já", disse Lawan Abana, pai de uma das meninas desaparecidas, à Reuters por telefone.

Ele acrescentou que havia dúvidas sobre as credenciais do negociador do Boko Haram, Danladi Ahmadu, que era desconhecido anteriormente. "Podemos confiar que ele pode cumprir essa promessa de liberar as meninas quando a promessa do cessar-fogo não foi cumprida?", disse Abana.

O governo diz que os ataques podem não ter sido do Boko Haram, mas de um dos vários grupos criminosos que exploram o caos da insurgência.

Analistas apontam que o Boko Haram é fortemente dividido em facções, então o que importa é saber se a facção com que o governo está falando tem o controle sobre o destino das meninas.

"O Boko Haram está profundamente dividido. O governo nigeriano tem enfrentado... dificuldades em identificar um representante do Boko Haram que possa fazer acordos e garantir que todo o grupo irá observá-los", disse a consultoria de risco Stratfor por meio de nota nota.


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