Nigerianos duvidam de libertação de meninas após Boko Haram violar trégua

Por Reuters |

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Trégua foi anunciada na última sexta-feira, mas, desde então, houve ao menos cinco ataques atribuídos aos insurgentes

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Uma onda de violência horas após o governo da Nigéria anunciar trégua com o Boko Haram levantou dúvidas neste domingo (19) a libertação de mais de 200 estudantes sequestradas pelos militantes islâmicos.

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O marechal da Força Aérea e chefe da Defesa da Nigéria, Alex Badeh, anunciou o cessar-fogo na sexta-feira (17) para permitir a libertação das meninas, que foram sequestradas da aldeia remota de Chiboke, no nordeste, em abril.

Mas o Boko Haram não confirmou a trégua e já houve ao menos cinco ataques desde o anúncio com a morte de dezenas de pessoas, atribuídos aos insurgentes, segundo as fontes de segurança. As negociações estavam agendadas para continuar no vizinho Chade na segunda-feira.

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

"Estávamos festejando. Tínhamos todos os motivos para estarmos felizes, mas desde então o cessar-fogo foi violado em um grande número de lugares já", disse Lawan Abana, pai de uma das meninas desaparecidas, à Reuters por telefone.

Ele acrescentou que havia dúvidas sobre as credenciais do negociador do Boko Haram, Danladi Ahmadu, que era desconhecido anteriormente. "Podemos confiar que ele pode cumprir essa promessa de liberar as meninas quando a promessa do cessar-fogo não foi cumprida?", disse Abana.

O governo diz que os ataques podem não ter sido do Boko Haram, mas de um dos vários grupos criminosos que exploram o caos da insurgência.

Analistas apontam que o Boko Haram é fortemente dividido em facções, então o que importa é saber se a facção com que o governo está falando tem o controle sobre o destino das meninas.

"O Boko Haram está profundamente dividido. O governo nigeriano tem enfrentado... dificuldades em identificar um representante do Boko Haram que possa fazer acordos e garantir que todo o grupo irá observá-los", disse a consultoria de risco Stratfor por meio de nota nota.


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