Governador de Hong Kong acusa 'forças externas' de insuflar protestos

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Chefe do executivo diz que movimento não é 'doméstico'; para analistas, China pode estar sinalizando para países do ocidente

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O chefe do executivo local de Hong Kong, CY Leung, acusou "forças externas" de envolvimento nos protestos que reivindicam eleições diretas para o governo local.

Hoje: Apesar de diálogo, confrontos se intensificam em Hong Kong

AP
Estudantes acusam CY Leung de obedecer cegamente às ordens de Pequim


Ontem: Hong Kong vira campo de batalha entre policiais e ativistas

Em uma entrevista transmitida pela TV neste domingo (19), Leung disse que as manifestações, que há três semanas paralisam partes da ilha, "saíram do controle" até dos organizadores.

Ecoado a linha dos governantes de Pequim, o governador de Hong Kong disse que os protestos "não são um movimento inteiramente doméstico, porque forças externas estão envolvidas".

Mas ele não deu detalhes para substanciar a acusação. Os manifestantes negam qualquer envolvimento externo com os protestos.

"(O movimento) é puramente realizado pelos cidadãos, puramente por aqueles que vivem em Hong Kong", disse à BBC um manifestante, Jeffrey Hui.

"Por aqueles que se preocupam com Hong Kong, que resistem contra o regime", continuou.

Os líderes dos manifestantes, em sua maioria estudantes, e do governo local concordaram em se reunir para negociações – que serão transmitidas pela TV – na terça-feira. Os estudantes acusam CY Leung de não resistir às ordens do Partido Comunista em Pequim.

Soberania

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

Analistas avaliaram que a China pode estar levantando acusações de intromissão ocidental para desencorajar os governos de outros países de apoiar os manifestantes.

No início deste mês, a Casa Branca emitiu um comunicado pedindo à China que "respeite as aspirações" do povo de Hong Kong.

O governo da Grã-Bretanha – que controlava a ilha até sua devolução à China, em 1998 – também expressou apoio aos manifestantes. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, se disse "muito preocupado" pela situação na ex-colônia e pediu que a China obedecesse ao acordo de devolução, que previa sufrágio universal.

Pequim quer que sua região autônoma possa eleger em 2017 apenas os membros de uma lista aprovada previamente pelo Partido Comunista.

As manifestações já chegaram a reunir dezenas de milhares de pessoas.O número de presentes diminuiu, mas muitos ativistas continuam ocupando as área de Admiralty e o distrito de Mong Kok.

Nos últimos dias, policiais e manifestantes se enfrentarem durante operações policiais para desbloquear vias importantes de Hong Kong ocupadas pelo movimento.

Na noite do sábado, foram registrados novos enfrentamentos entre policiais e estudantes. Pelo menos 20 pessoas teriam ficado feridas.

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