Apesar de diálogo, confrontos se intensificam em Hong Kong

Por Reuters |

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Pequim sinalizou não estar disposta a voltar atrás na decisão que nega a plena democracia à área colonizada por britânicos

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Hong Kong registrou confrontos violentos neste domingo (19) pela segunda noite, aprofundando o impasse entre um governo com opções limitadas à mão e um movimento pró-democracia cada vez mais disposto a enfrentar a polícia.

Ontem: Hong Kong vira campo de batalha entre policiais e ativistas

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Polícia com seus bastões enfrentam manifestantes pró-democracia no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (18/10)


Conflito: Ativistas de Hong Kong forçam polícia a recuar em zona de protesto

A crise política mais grave desde que o Reino Unido devolveu a cidade à China, em 1997, entrou na quarta semana sem nenhum sinal de que a situação será resolvida, embora exista uma reunião programada para a próxima terça-feira entre governo e líderes estudantis.

O governo central em Pequim já sinalizou por meio de seus representantes em Hong Kong que não está disposto a voltar atrás da decisão tomada em agosto que efetivamente nega a plena democracia que os manifestantes exigem para as eleições de 2017.

"A não ser que haja algum avanço muito significativo em duas horas de reunião na terça-feira, receio que nós veremos o impasse ficar pior e mais violento", disse à Reuters Sonny Lo, professor no Instituto de Ensino de Hong Kong.

Sexta: Manifestantes e policiais se enfrentam novamente em Hong Kong

"Talvez poderemos entrar em um novo e mais problemático estágio a partir de agora. Espero que o governo tenha resolvido algumas pendências e compromissos, porque tudo ficará mais difícil agora."

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

O chefe do Executivo de Hong Kong, Leung Chun-ying, nomeado e apoiado por Pequim, que até agora tem resistido a pedidos para deixar o cargo, disse que será necessário mais tempo para negociar o que ele acredita ser uma solução pacífica para o conflito.

"Para pensar em uma solução, para pôr um ponto final neste problema, precisamos de tempo. Precisamos de tempo para conversar com as pessoas, especialmente estes jovens estudantes", ele disse à emissora ATV, de Hong Kong. "O que eu quero é ver uma solução pacífica e significativa para o problema."

O contingente policial de Hong Kong, de mais de 28 mil homens, tem encontrado enormes dificuldades para conter o movimento jovem que, até agora, não tem dado sinal algum de retração após três semanas de conflitos.

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