Nigéria espera reaver meninas sequestradas até a próxima terça

Por Reuters |

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'Posso confirmar que o governo federal está trabalhando muito para cumprir sua parte do acordo', garantiu fonte do governo

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O governo da Nigéria espera que cerca de 200 meninas sequestradas há seis meses pelo grupo islâmico Boko Haram sejam libertadas até a próxima terça-feira, disse à Reuters neste sábado (18) uma fonte de alto nível da presidência, sem comentários adicionais sobre onde ocorrerá a entrega.

Ontem: Nigéria faz acordo com Boko Haram; plano prevê libertação de raptadas

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Rachel Daniel, 35, segura foto da filha, Rose Daniel, 17, com o filho ao seu lado, Bukar, 7, na casa da família em Maiduguri, Nigéria (maio/2014)


Setembro: Encontrada uma das 200 meninas sequestradas na Nigéria

"Posso confirmar que o governo federal está trabalhando muito para cumprir sua parte do acordo para que a libertação das reféns possa ocorrer na segunda ou terça-feira da próxima semana", disse a fonte à Reuters, por telefone.

Na sexta-feira o governo chegou a um acordo com o Boko Haram para a libertação das meninas que foram sequestradas em uma escola na cidade do nordeste da Chibok, perto da fronteira com Camarões.

As meninas foram levadas a cativeiro desde então, mas a polícia e um dos pais disse no mês passado que uma delas havia sido liberada.

Ataque: Boko Haram ataca cidade nigeriana perto da fronteira com Camarões

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

Agosto: Boko Haram sequestra dezenas de garotos no nordeste da Nigéria

O presidente Goodluck Jonathan tem sido criticado em seu país e no exterior pela lenta resposta ao sequestro e por sua incapacidade em acabar com violência islâmica, considerada a maior ameaça à segurança do país.

Boko Haram, cujo nome pode ser traduzido como "a educação ocidental é pecaminosa", já matou milhares de pessoas em cinco anos de insurgência na sua busca por um califado islâmico no empobrecido nordeste da Nigéria.

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