Hong Kong vira campo de batalha entre policiais e ativistas antes de negociações

Por Reuters |

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28 mil policiais têm se esforçado para conter um movimento liderado por jovens que não parecem estar dispostos a ceder

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Violentos combates eclodiram na manhã de domingo (horário local) em Hong Kong com ativistas pró-democraciades armados mais uma vez confrontado a polícia, apesar da confirmação de negociações entre líderes dos protestos e autoridades no início desta semana.

Uma tropa de 28 mil policiais tem se esforçado para conter um movimento liderado por jovens que não parecem estar dispostos a ceder, após três semanas de impasses em que centenas de milhares de pessoas ocuparam as ruas da cidade para exigir democracia plena na ex-colônia britânica.

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Ontem: Manifestantes e policiais se enfrentam novamente em Hong Kong

No densamente povoado distrito de Mong Kok, a polícia conseguiu tirar os manifestantes de um cruzamento importante, mas enfrentaram um revés em seguida.

Os manifestantes lançaram um ataque ainda de madrugada, colocando capacetes e óculos de proteção, antes de avançar e pegar uma linha de barricadas de metal.

Em meio a gritos e xingamentos, centenas de policiais começaram a bater nos manifestantes, que levantaram um muro de guarda-chuvas. O spray de pimenta foi usado de forma intermitente em meio a confrontos violentos. A polícia avançou com escudos anti-motim, forçando os manifestantes de volta.

Um manifestante foi espancado e sangrou por um corte na cabeça. Vários manifestantes foram levados. Carros de bombeiros com canhões de água foram estacionados, mas não usados.

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

O chefe de segurança Hong Kong, Lai Tung-Kwok, disse que alguns dos confrontos nos últimos dias foram provocados por ativistas filiados a "organizações radicais que têm sido ativos na conspiração, planejamento de atos violentos".

As batalhas vieram logo após o líder de Hong Kong pró-Pequim, Leung Chun-ying, oferecer uma reunião a líderes estudantis na próxima terça-feira, numa tentativa de acalmar as três semanas protestos que ganharam as manchetes globais com cenas de confrontos e bombas de gás lacrimogêneo.

O secretário chefe de Leung, Carrie Lam, anunciou que as negociações entre os líderes estudantis e o governo da cidade disse que será transmitido ao vivo.

Os protestos representam um dos maiores desafios para a China desde o esmagamento de manifestações pró-democracia em Pequim em 1989, e também é a mais grave crise enfrentada pelo governo de Hong Kong desde a transferência de soberania à China.

Líderes chineses e de Hong Kong têm se recusando a ceder às exigências dos manifestantes, enquanto o movimento acabou ganhando força após o uso de força policial.

Os manifestantes, liderados por estudantes, exigem que os líderes do Partido Comunista China cumpram as promessas constitucionais para conceder democracia plena à ex-colônia britânica, que voltou ao domínio chinês em 1997.

Hong Kong é governada sob a fórmula "um país, dois sistemas", que permite que a região capitalista próspera tenha autonomia e liberdades amplas.

Mas Pequim decidiu em agosto que vai analisar os candidatos que querem concorrer a chefe do executivo da cidade em 2017, o que ativistas da democracia avaliam que torna um sufrágio sem sentido. Os manifestantes querem eleições livres.

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