Ativistas de Hong Kong forçam polícia a recuar em zona de protesto

Por Reuters |

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Cerca de mil manifestantes, alguns usando óculos de proteção e capacetes, ajudaram a erguer novas barricadas em Mong Kok

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Ativistas pró-democracia de Hong Kong recapturaram partes de uma zona de protesto crucial para o movimento no começo deste sábado (18), desafiando o batalhão de choque que havia tentado dispersá-los com spray de pimenta e cassetetes.

Ontem: Manifestantes e policiais se enfrentam novamente em Hong Kong

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Ativistas pró-democracia definem novas barricadas depois de a polícia sair de área comercial de Mong Kok, Hong Kong


Dia 16: Líder Executivo de Hong Kong propõe nova tentativa de diálogo com ativistas

Cerca de mil manifestantes, alguns usando óculos de proteção e capacetes, ajudaram a erguer novas barricadas com cercas de madeira e outros materiais no distrito densamente povoado de Mong Kok. Alguns entoavam "polícia negra" depois de terem seus guarda-chuvas alvejados pelos cassetetes dos policiais.

A área se tornou o cenário de brigas de ruas violentas entre estudantes e grupos, inclusive as tríades, ou gângsteres locais, determinados a pôr fim às manifestações prolongadas que representam um dos maiores desafios políticos à China desde a repressão dos protestos pró-democracia em Pequim em 1989.

No fim da sexta-feira, manifestantes entoando "liberem a rua" tentaram romper as múltiplas barreiras policiais, usando guarda-chuvas como escudo contra os sprays de pimenta em um grande cruzamento da cidade.

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

Apesar da reação contundente, os policiais acabaram sendo forçados a fazer uma retirada parcial menos de 24 horas depois de reabrir a maior parte da área para o tráfego.

"Ocupem Mong Kok!", entoou um mar de milhares de pessoas exultantes em seguida ao recuo. "Queremos sufrágio universal de verdade!".

De acordo com um comunicado do governo, 26 pessoas foram presas e 15 policiais ficaram feridos.

"A polícia não tem o direito de nos expulsar", disse Fish Tong, um estudante de 20 anos, no meio da multidão. "Estamos aqui apenas para ter de volta o que supostamente nos pertence."

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