Nigéria faz acordo com Boko Haram; plano prevê libertação de raptadas

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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Trégua foi acertada após negociações que incluíram Camarões e prevêm fim do cativeiro das mais de 200 jovens sequestradas

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As Forças Armadas na Nigéria anunciaram ter fechado um acordo de cessar-fogo com o grupo extremista Islâmico Boko Haram, num acordo que prevê a libertação das 200 jovens sequestradas pelo grupo em abril.

Setembro: Encontrada uma das 200 meninas sequestradas na Nigéria

Reuters
Adolescentes nigerianas foram sequestradas há seis meses


Ataque: Boko Haram ataca cidade nigeriana perto da fronteira com Camarões

A trégua foi acertada depois de uma série de negociações das quais também participaram autoridades de Camarões, revelou o chefe do gabinete de Defesa do governo nigeriano, Alex Badeh.

Um correspondente da BBC na Nigéria informou que, todas as vezes que o governo havia dito que negociava com os militantes, eles divulgaram um comunicado negando que tais conversas estivessem em curso. Nos últimos meses, o Boko Haram tomou o controle de várias cidades no norte nigeriano.

Sequestro

Seus integrantes e seus afiliados jihadistas de um grupo chamado Ansaru têm sequestrado, exigido resgate e às vezes assassinado reféns ocidentais.

Agosto: Boko Haram sequestra dezenas de garotos no nordeste da Nigéria

Em 2011, eles explodiram a sede regional da ONU em Abuja (capital da Nigéria) com um carro-bomba, usando técnicas que teriam sido aprendidas com a Al-Qaeda.

Em abril passado, o grupo capturou 200 estudantes na remota aldeia de Chibok, perto da fronteira com Camarões, no norte da Nigéria.

Martha Mark, mãe de Monica Mark, uma das sequestradas em escola nigeriana, chora ao mostrar foto da jovem na casa da família em Chibok, Nigéria (19/05). Foto: APApós possível divisão do grupo de reféns analistas dizem que resgates pode levar anos (8/05). Foto: AFPEstudantes protestam do lado de fora do consulado nigeriano em Nova York, EUA, pelas meninas sequestradas pelo Boko Haram na Nigéria (28/05). Foto: ReutersAluna de uma escola sul-africana, com tradicionais manchas de tinta no rosto, participa de protesto silencioso pelas jovens raptadas na Nigéria (14/05). Foto: APMulher grita durante manifestação incitando o Governo a agilizar o resgate das meninas sequestradas, em Abuja, Nigéria (11/05). Foto: APAtivistas participam da campanha 'Tragam nossas meninas de volta durante vigília realizada no Dia das Mães em Los Angeles, EUA (11/05). Foto: ReutersQuatro estudantes que conseguiram escapar do sequestro feito pelo grupo Boko Haram em escola de Chibok, Nigeria (2/05). Foto: APAbubakar Shekau, suposto líder do grupo extremista Boko Haram, fala sobre o sequestro de estudantes no nordeste na Nigéria (5/05). Foto: APUma mãe não identificada chora durante manifestação com outros pais cujas filhas foram sequestradas em escola de Chibok, Nigéria (29/04). Foto: APManifestante segura cartaz contra os raptos de garotas feito pelo grupo islâmico Boko Haram (5/05). Foto: APManifestantes protestam contra a demora do governo da Nigéria em encontrar as mais de 200 estudantes raptadas de escola em Chibok. Foto: APMulher participa de um protesto exigindo a libertação de meninas da escola secundária que foram raptadas da aldeia de Chibok, Nigéria. Foto: ReutersMulher segura cartaz durante manifestação sobre o sequestro das meninas de uma escola em Chibok, Nigéria (5/05). Foto: Reuters

Nigéria: Mais de 60 sequestradas escapam do Boko Haram

O sequestrou gerou comoção mundial e motivou uma campanha na internet pelo resgate das meninas por meio da hashtag #BringBackOurGirls ("Tragam de volta nossas meninas", em tradução livre), incluindo um apelo da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

Pouco depois de elas desaparecerem, o Boko Haram divulgou um vídeo na internet mostrando mais de cem das reféns e reivindicando a libertação de membros do grupo que haviam sido presos.

Testemunha: Boko Haram sequestra mais 60 mulheres na Nigéria

Na ocasião, não foi possível checar de forma independente se as adolescentes haviam sido agredidas ou se permaneciam vivas.

O Boko Haram tenta criar um Estado islâmico em território nigeriano e defende uma agenda anti-cristã e anti-Ocidente. Seu nome é uma abreviatura de seu título completo, que significa "educação ocidental é pecaminosa".

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