Manifestantes e policiais se enfrentam novamente em Hong Kong

Por Reuters |

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A tropa de choque de Hong Kong usou spray de pimenta e cassetetes para conter os ativistas pró-democracia na região

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Manifestante é preso pela polícia de choque durante um confronto no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong

A tropa de choque de Hong Kong usou spray de pimenta e cassetetes contra manifestantes pró-democracia nesta sexta-feira (17), à medida que as tensões cresceram após a remoção na madrugada de um grande acampamento de protesto no centro financeiro asiático controlado pela China.

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Multidões de manifestantes foram em direção ao congestionado distrito de Mong Kok após o horário comercial e de aulas na noite desta sexta-feira (hora local), vindos do centro da cidade, ponto central do movimento de desobediência civil perto dos prédios do governo, para tentar retomar uma área de um cruzamento que a polícia liberou na investida pela manhã.

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Centenas de manifestantes tentaram romper as linhas policiais e utilizaram guardas-chuvas como escudo contra sprays de pimenta. No embate corpo a corpo, a polícia utilizou cassetetes e força física contra os ativistas. A polícia conseguiu repeliu diversos manifestantes à medida que outros gritavam insultos e avançavam para "abrir a rua".

Os manifestantes, liderados por uma inquieta geração de estudantes, exigem que os líderes do Partido Comunista da China honrem suas promessas constitucionais e conceda democracia total para a ex-colônia britânica, que retornou ao comando chinês em 1997.

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Antes do anoitecer desta sexta-feira, centenas de policiais realizaram a maior investida contra o acampamento dos manifestantes pró-democracia, reprimindo ativistas que ocupavam a interseção em uma das principais praças de protesto há mais de três semanas.

Ativista usa escudo inspirado no herói da série em quadrinhos 'Capitão América' em uma rua principal do bairro Mong Kok, em Hong Kong  (6/10). Foto: ReutersManifestantes pró-democracia bloqueiam cruzamento no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem segura cartaz com os dizeres 'Não seja fraco' perto de bloqueio feito pelo manifestantes pró-democracia (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem tenta remover uma barricada feita pelos manifestantes pró-democracia que bloqueava rua no distrito de Mongkok (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersHomem que teria começado briga com manifestantes pró-democracia em Hong Kong fica algemado no chão (4/10). Foto: Bobby Yip/ReutersManifestantes pró-democracia (à esq.) para ativista anti-Pequim perto de barraca na rua principal de Hong Kong (3/10). Foto: ReutersAtivista pró-democracia, não retratado, discute com manifestante pró-Pequim, à dir., após ser chutado em Hong Kong (3/10). Foto: ReutersManifestante pró-democracia, centro, agarrado por um pró-Pequim, à dir., no distrito comercial de Mongkok, Hong Kong (3/10) . Foto: ReutersManifestante se emociona enquanto implora por uma solução pacífica para os protestos pró-democracia em Hong Kong (2/10). Foto: APManifestantes levantam as mãos como gesto de ação pacífica durante a mudança de turno policial em frente a um complexo do governo em Hong Kong (2/10). Foto: APAtivistas protestam enquanto cerimônia de hasteamento da bandeira chinesa é realizada com participação do líder de Hong Kong, Leung Chun-ying, na China (1/10). Foto: APPara editora da BBC, reivindicações fornecem 'propósito' ao movimento estudantil (30/09). Foto: ReutersÔnibus com mensagens de apoio para em uma rua no distrito comercial de Mongkok depois de milhares de manifestantes bloquearem estrada em Hong Kong (30/09). Foto: ReutersManifestantes bloqueiam a rua principal do distrito financeiro central em frente à sede do governo em Hong Kong (29/09). Foto: ReutersManifestante usa celular enquanto tem momento de descanso em Hong Kong (29/09). Foto: Reutersmanifestantes fogem de bombas de efeito moral em Hong Kong (28/09). Foto: ReutersMarcha pede eleições democráticas em Hong Kong (14/09). Foto: Reuters

Dia 10: Manifestantes de Hong Kong se reagrupam após fim das negociações

A operação aconteceu enquanto muitos manifestantes estavam dormindo em dezenas de tendas e embaixo de grandes lonas.

A ação foi uma nova estratégia da força policial de Hong Kong, de mais de 28 mil agentes, que tem sido criticada por operações agressivas com gás lacrimogêneo e violência física, incluindo o espancamento de um manifestantes algemado na quarta-feira.

Avançando sobre a interseção com capacetes, escudos e cassetetes, vindos de quatro direções, os agentes pegaram os manifestantes de surpresa. Muitos recuaram sem resistir.

Dia 9: Governo de Hong Kong rompe negociações com manifestantes

"A deplorável ação do governo de Hong Kong aqui causará outra onda de protestos dos cidadãos", disse o apresentador de rádio e ativista Wong Yeung-tat.

À noite, com mais manifestantes chegando ao local, autoridades fecharam a estação de metrô nas cercanias, segundo a imprensa. A polícia mostrou bandeiras vermelhas, alertando para que os manifestantes não avançassem.

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