Estado Islâmico treina combatentes para voar em jatos capturados na Síria

Por Reuters |

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Iraquianos na Síria treinam combatentes para conduzirem três caças capturados anteriormente, diz grupo de monitoramento

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Pilotos iraquianos que se uniram ao Estado islâmico na Síria estão treinando militantes para conduzirem três caças capturados, disse nesta sexta-feira (17) um grupo que monitora o conflito sírio, acrescentando ser essa a primeira vez que os extremistas islâmicos se voltam para o ar.

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Fumaça sobre a cidade síria de Kobani perto da passagem de fronteira turco-síria (15/10)


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Os aviões têm voado sobre o aeroporto militar sírio de al-Jarrah, em poder do Estado islâmico, a leste de Aleppo, no norte da Síria, disse Rami Abdulrahman, que dirige o grupo de monitoramento Observatório Sírio para os Direitos Humanos, citando testemunhas.

"Eles têm treinadores, oficiais iraquianos que antes foram pilotos para (o ex-presidente iraquiano) Saddam Hussein", disse Abdulrahman, cujo grupo de monitoramento está baseado em Londres. "Pessoas viram os voos, eles voaram muitas vezes a partir do aeroporto, e eles estão voando em área fora do aeroporto e retornando."

Não ficou claro se os jatos estão equipados com armamento nem se os pilotos poderiam voar longas distâncias nesses aviões, que testemunhas disseram que pareciam ser modelos MiG 21 ou MiG 23, capturados do Exército sírio.

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A zona rural a leste da cidade de Aleppo é uma das principais bases de Estado islâmico na Síria. O grupo se apoderou de porções de território na Síria e no vizinho Iraque.

Na quinta, ataques com bombas e disparos de morteiro em áreas muçulmanas xiitas de Bagdá e no entorno rural ao sul da capital deixaram ao menos 47 mortos e feriram 123, disseram integrantes da polícia e dos serviços médicos.

Uma figura política xiita do Iraque disse que os ataques, que fazem parte de uma onde de violência em bairros xiitas nas últimas semanas, foram uma revanche do grupo militante sunita Estado Islâmico, que tem tomado o controle de partes do norte do Iraque.

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. Foto: APImagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana capturados após tomada de base em Tikrit, Iraque. Foto: APCombatentes iraquianos xiitas seguram suas armas enquanto gritam palavras de ordem contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Cidade Sadr, Bagdá (13/6). Foto: APVoluntários esperam para se juntar ao Exército e combater militantes predominantemente sunitas em Bagdá, Iraque (13/6). Foto: ReutersPresidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a situação no Iraque em pronunciamento na Casa Branca, em Washington (13/6). Foto: APImagem postada em Twitter militante mostra membro do Estado Islâmico do Iraque e do Levante com sua bandeira em base militar na Província de Ninevah, Iraque (12/6). Foto: APImagem publicada por militantes no Twitter mostra combatentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em local na fronteira entre o Iraque e a Síria (12/6). Foto: APMuitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por insurgentes sunitas (13/6). Foto: ReutersForças de segurança curda se posicionam do lado de fora da cidade petrolífera de Kirkuk após abandono de tropas iraquianas (12/6). Foto: APVeículos queimados pertencentes às forças de segurança iraquianas são vistos em posto de controle no leste de Mosul (11/6). Foto: ReutersPolicial federal do Iraque monta aguarda enquanto colega faz buscas em carro em posto de controle de Bagdá, Iraque (11/6). Foto: APFamílias que fogem da violência na cidade de Mosul esperam em posto de controle nos arredores de Irbil, região do Curdistão iraquiano (10/6). Foto: ReutersRefugiados que deixam Mosul se dirigem à região autônoma curda em Irbil, Iraque, a 350 km a norte de Bagdá (10/6). Foto: APMilitares se preparam para assumir suas posições durante confrontos com militantes no norte da cidade de Mosul, Iraque (9/06). Foto: AP

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O braço da Al-Qaeda enfrenta milícias xiitas e soldados leais ao governo iraquiano liderado por xiitas, numa tentativa de estabelecer um califado em territórios do Iraque e da vizinha Síria, onde também já conquistou porções de terra.

Um carro-bomba com um suicida atingiu um posto militar perto de um restaurante no bairro de Talibiya, no norte de Bagdá, às 14h30 (horário local), matando nove pessoas, disseram autoridades. Quarenta e cinco minutos depois, dois carros-bomba explodiram no distrito de Al-Dawlai, no oeste de Bagdá, matando 16 pessoas e ferindo 35.

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Alguns minutos depois, cinco disparos de morteiro atingiram o bairro vizinho de Al-Shaoula, matando mais cinco. Um carro-bomba explodiu no distrito vizinho de Hurriya, matando seis, e três pessoas também morreram em uma explosão de bomba em um bairro da classe trabalhadora de Allawi.

"Eles (Estado Islâmico) estão fazendo uma declaração para os xiitas lutando contra eles. Podemos alvejá-los em suas casas", disse Kareem al-Noori, da Organização Badr, um poderoso partido político xiita com um braço armado.

A violência também atingiu áreas ao sul de Bagdá, uma região de etnia mista que costuma ser uma frente de batalha na guerra entre jihadistas sunitas e o governo liderado por xiitas.

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No distrito de Mahmudiyah, um carro-bomba matou seis e feriu 18, enquanto uma bomba matou três soldados iraquianos em uma patrulha em Madain.

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